A Fundação Pedro Calmon (FPC), vinculada à Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), formalizou a doação do acervo do professor, historiador e ativista Jaime Sodré, um dos principais estudiosos das tradições de matriz africana no estado. A iniciativa representa um importante passo para a preservação da memória e da ancestralidade afro-brasileira e resulta de um projeto de indicação apresentado pelo vereador Sílvio Humberto (PSB), que propôs a criação de um memorial para salvaguardar o legado do pesquisador.
Durante a assinatura do termo de doação, Sílvio Humberto destacou a concretização da proposta e afirmou que a iniciativa vai além de uma homenagem. “A criação de um espaço com todo esse acervo, além de preservar a história, trajetória e memória desse historiador, escritor e professor, será uma instituição permanente a conservar e expor coleções de objetos de caráter cultural”, destacou.
O vereador também agradeceu à Fundação Pedro Calmon, aos dirigentes, à equipe técnica e aos familiares de Jaime Sodré pela contribuição para a preservação do patrimônio. Ao todo, foram incorporados ao Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia 5.630 itens que retratam a trajetória de Jaime Sodré como intelectual, homem de axé, músico e militante. “O acervo que agora passa a integrar o Centro de Memória e Arquivo Público da Bahia é um verdadeiro tesouro para pesquisadores, estudantes e militantes da causa racial”, afirmou Sílvio Humberto.
O conjunto reúne livros, teses, dissertações, jornais, cartazes, cartas, certidões, fotografias, quadros e banners, além de imagens religiosas, vestimentas, objetos de culto, obras de arte, instrumentos musicais, medalhas, troféus, placas, esculturas e peças de mobiliário, compondo um rico panorama da produção intelectual, cultural e religiosa do historiador.