A Bahia segue como principal destino dos financiamentos da Nova Indústria Brasil (NIB) no Nordeste, programa que ganhará um reforço de R$ 140 bilhões em 2026. O novo aporte foi anunciado pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, durante a celebração dos 74 anos da instituição.
Do total, R$ 102,5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 37,5 bilhões pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Com a ampliação, a NIB passará a contar com mais de R$ 750 bilhões em recursos para investimentos entre 2023 e 2026.
Segundo Mercadante, as metas anteriormente estabelecidas já haviam sido alcançadas ao final de 2025, quando o programa atingiu R$ 300 bilhões em investimentos. Lançada em 2024 pelo Governo Federal, a Nova Indústria Brasil é uma política industrial com metas projetadas até 2033.
Durante o evento, o presidente do BNDES também destacou uma nova plataforma criada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para apoiar empresas interessadas em investir. A ferramenta funcionará como um mapa da política pública, identificando intenções de investimento e gargalos em diferentes setores da economia. “Junto com a ABDI vamos assessorar para fazer avançar e encontrar soluções com os melhores caminhos”, destacou o presidente.
Entre os segmentos prioritários da NIB estão fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias duais.
Os recursos são operacionalizados pelo Plano Mais Produção, que já disponibilizou R$ 330 bilhões em 218,4 mil aprovações em todo o país desde 2023. No Nordeste, a Bahia lidera os financiamentos, com R$ 10,4 bilhões liberados em 7.163 aprovações, à frente dos demais estados da região.
Em 2026, entre janeiro e maio, o programa aprovou R$ 42,6 bilhões em financiamentos no Brasil, distribuídos em 38,7 mil operações. No mesmo período, a Bahia manteve a liderança regional, com R$ 1,3 bilhão aprovado em 1.249 operações, superando Pernambuco e Ceará.