Rosiane Pinheiro usou as redes sociais para compartilhar um relato sobre os impactos de um relacionamento abusivo que continuou afetando sua vida mesmo após o término. A dançarina afirmou que precisou trocar de endereço seis vezes em um período de dois anos para tentar escapar da perseguição de um ex-companheiro que não aceitava o fim da relação.
Conhecida por sua trajetória no grupo Gang do Samba e por ter sido musa da Copa do Mundo de 1998, Rosiane gravou um vídeo no qual descreveu o período como um dos mais difíceis de sua vida.
“Quem me vê sorrindo e dançando hoje não imagina o medo que já carreguei no peito. Por causa de um relacionamento abusivo e de um ex-companheiro que não aceitava o fim, vivi um verdadeiro pesadelo: tive que me mudar seis vezes de casa para tentar sobreviver. Mesmo com a Justiça do meu lado e com uma medida protetiva em mãos, ele não respeitava o afastamento. Era tortura por telefone, perseguição e o terror de saber que ele estava parado na minha porta. Tive que mudar minha vida por completo, morar em locais com senhas, câmeras e buscar apoio de seguranças”, relatou.
Relato sobre medida protetiva
Durante o desabafo, Rosiane afirmou que possuía uma medida protetiva, mas disse que a determinação judicial não impediu que o ex-companheiro continuasse aparecendo nos locais onde ela passava a morar.
Segundo a dançarina, todas as mudanças de endereço acabavam sendo descobertas.
“A medida protetiva para algumas pode ter funcionado, mas para mim, não funcionou… Eu me mudei, em dois anos, seis vezes. E, nas seis vezes, a pessoa vinha parar na minha porta. Quando eu ligava (para a polícia), ainda falavam: ‘Você tem certeza?’. Eu tinha! Daí eu ficava, ‘Para onde eu vou?’.”
Mudança de rotina e reforço na segurança
Para tentar aumentar a própria proteção, Rosiane contou que precisou modificar completamente a rotina e buscar residências com estruturas de segurança reforçadas.
Ela passou a morar em condomínios fechados, próximos a empresas de segurança privada, além de instalar câmeras em diferentes pontos da casa.
“Comecei a colocar câmeras em todos os lugares, em condomínios fechados, e a morar perto de empresas de segurança.”
No vídeo, a artista também direcionou uma mensagem a mulheres que enfrentam situações semelhantes e falou sobre a importância de buscar apoio.
“Então, mulher, se você puder fugir, sem falar nada, antes que fique pior, fuja, porque às vezes a medida protetiva não ajuda. Eu era proibida de ter meus cartões, meu dinheiro… Não tinha como fugir, mesmo sendo eu que trabalhava. Tente pegar um dinheiro com amigo. Proteja seus filhos, fortaleça sua rede de apoio e não enfrente isso sozinha”, declarou.