STJ nega pedido de liberdade de Deolane Bezerra em investigação sobre lavagem de dinheiro

STJ nega pedido de liberdade de Deolane Bezerra em investigação sobre lavagem de dinheiro

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Reprodução

Publicado em 09/06/2026 às 18:08 / Leia em 2 minutos

O Superior Tribunal de Justiça  decidiu manter a prisão preventiva da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra. Nesta terça-feira (9), a Quinta Turma da Corte rejeitou por unanimidade o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa, que buscava converter a prisão em regime domiciliar.

Os advogados argumentaram que Deolane é mãe e responsável por uma criança de 9 anos, o que justificaria a substituição da prisão preventiva pela domiciliar. No entanto, os ministros entenderam que os elementos apresentados no processo não autorizam a mudança da medida cautelar.

A influenciadora foi presa em 21 de maio durante a Operação Vérnix, ação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil paulista. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital.

Ao analisar o recurso, os ministros destacaram que a decisão que determinou a prisão preventiva apresenta fundamentos individualizados sobre a suposta participação da investigada nos crimes apurados.

Segundo trecho citado no julgamento, há uma exposição detalhada dos indícios reunidos durante a investigação, apontando o suposto envolvimento de Deolane com a organização criminosa e com o esquema de lavagem de dinheiro investigado pelas autoridades.

A influenciadora foi indiciada pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Atualmente, ela está detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

 

Deolane já havia sido presa em 2024

Esta não é a primeira vez que Deolane Bezerra enfrenta problemas judiciais. Em setembro de 2024, ela foi presa em Recife durante os desdobramentos da Operação Integration, investigação que apurava um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a jogos ilegais.

Na ocasião, a influenciadora também foi alvo de medidas cautelares adotadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.

Com a decisão do STJ, a prisão preventiva permanece em vigor enquanto prosseguem as investigações relacionadas à Operação Vérnix.

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