Câmara de Salvador aprova proposta para reconhecer oficialmente casamentos de religiões de matriz africana

Câmara de Salvador aprova proposta para reconhecer oficialmente casamentos de religiões de matriz africana

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Divulgação

Publicado em 25/05/2026 às 12:46 / Leia em 2 minutos

A Câmara Municipal de Salvador (CMS) aprovou o Projeto de Indicação nº 29/2026, que propõe ao Governo da Bahia a elaboração de um Projeto de Lei para reconhecer oficialmente, para fins de registro civil, os casamentos religiosos celebrados nos ritos das religiões de matriz africana. A proposta busca ampliar o reconhecimento institucional das tradições afro-brasileiras e fortalecer a liberdade religiosa na Bahia, estado que concentra o maior número de terreiros do país e possui forte ligação histórica com o candomblé e outras religiões de matriz africana.

O texto destaca que, apesar da relevância dessas manifestações para a identidade cultural baiana, os casamentos realizados nesses ritos ainda enfrentam invisibilidade institucional e não possuem reconhecimento formal equivalente ao concedido a outras tradições religiosas.

Autor da indicação, o vereador João Cláudio Bacelar (Podemos) afirmou que a medida representa um avanço no combate ao racismo religioso e na valorização da cultura afro-brasileira. “A Bahia tem uma história construída também pelas religiões de matriz africana. Reconhecer oficialmente esses casamentos é respeitar a fé, a cultura e a identidade de milhares de famílias baianas que durante muito tempo tiveram suas tradições invisibilizadas”, declarou.

Segundo o parlamentar, a iniciativa também busca assegurar igualdade de tratamento entre diferentes manifestações religiosas. “Estamos falando de dignidade, liberdade religiosa e reconhecimento institucional. É uma medida que fortalece direitos e reafirma o respeito à diversidade cultural e religiosa do nosso estado”, acrescentou.

Com a aprovação na Câmara de Salvador, a indicação será encaminhada ao governador Jerônimo Rodrigues, sugerindo o envio de uma proposta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), responsável por legislar sobre registro civil no âmbito estadual.

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