O artista baiano Alberto Pitta vai desembarcar em São Paulo com a exposição “Um Xirê Para Emanoel”, que visa celebrar o legado de Emanoel Araujo. A mostra ficará em cartaz a partir desta sexta-feira (22), no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, em São Paulo.
Mais do que uma homenagem, a exposição propõe uma experiência construída a partir da circulação de memórias, da ancestralidade afro-brasileira e da celebração da permanência da arte negra como força de criação, continuidade e transformação.
“Esta exposição nasce como um gesto de reverência a Emanoel Araujo, alguém que transformou profundamente a forma como a arte negra brasileira é vista, preservada e celebrada. Pensar um xirê para Emanoel é pensar encontro, continuidade e memória, mas também celebração da permanência dessa produção artística e espiritual que atravessa gerações”, afirma Pitta.
A exposição reúne obras de Alberto Pitta e Emanoel Araujo, em diálogo com o acervo do museu Afro Emanoel Araujo, representado pelo trabalho da artista e sacerdotisa e Mãe Detinha de Xangô.
“A exposição propõe um percurso em roda, inspirado no próprio xirê, onde todas as presenças possuem força e importância dentro dessa celebração dedicada ao legado de Emanoel Araujo”, destaca Vera Nunes, superintendente artística do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.
Nas obras de Alberto Pitta, signos africanos, tecidos e serigrafias atravessados pelos brancos de Oxalá e pelos azuis de Ogum transformam o espaço em território de passagem e espiritualidade. Já as obras de Emanoel reafirmam sua pesquisa sobre geometria, construção e herança africana, enquanto as Abayomis de Mãe Detinha introduzem uma dimensão afetiva e ritualística à experiência do público.