Um dos destinos mais emblemáticos da Chapada Diamantina, Mucugê completou 179 anos de emancipação política neste domingo, 17 de maio. A data foi celebrada com uma moção de congratulações apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) pelo deputado Angelo Almeida.
É provável que Mucugê não seja o primeiro destino lembrado quando se pensa em Chapada Diamantina. Cidades vizinhas têm cachoeiras mais famosas, rios mais caudalosos ou acesso mais fácil. Ainda assim, há algo no município que faz muita gente voltar. Talvez esteja nas ruas de pedra, nos casarões antigos, no ritmo desacelerado ou na forma como a cidade se prepara para receber moradores e visitantes — especialmente durante o São João.

Cemitério Bizantino
Distante cerca de duas horas de carro de Lençóis, Mucugê preserva marcas do Ciclo Diamantífero iniciado em meados do século XIX, após a descoberta de diamantes na região. O período deixou como legado casarões coloniais de influência portuguesa e pontos históricos como o Museu Vivo do Garimpo e o Cemitério Santa Izabel, conhecido como Cemitério Bizantino — único do gênero no Brasil.
Com altitude média de 900 metros, a cidade reúne cachoeiras, trilhas, grutas e paisagens marcadas pela Serra do Sincorá e pelo Rio Paraguaçu. Entre os passeios mais procurados está a Cachoeira Tiburtino, conhecida pela trilha leve e pelos poços de água escura e fria, característica comum da região.

Mucugê celebra 179 anos de emancipação política na Chapada Diamantina
“Tombado como Patrimônio Histórico Nacional, Mucugê é uma das joias do nosso estado, com forte atrativo para o turismo cultural e ecológico”, destacou Angelo Almeida na moção apresentada à ALBA.
O município também abriga eventos culturais consolidados no calendário baiano, como a Feira Literária de Mucugê (Fligê) e o tradicional Festival de Forró de Mucugê.

Mucugê celebra 179 anos de emancipação política na Chapada Diamantina
Na homenagem, o deputado também celebrou a pavimentação da BA-142, ligando Mucugê ao distrito de Nova Colina, em Boninal. Segundo ele, a obra representa mais desenvolvimento, segurança e acessibilidade para a região.
Hoje, além do turismo, a economia local também é impulsionada pela agricultura empresarial e pelas atividades ligadas ao ecoturismo, que ganharam força nas últimas décadas.