O Brasil aposta no encontro entre Adriana Varejão e Rosana Paulino para representar o país na Bienal de Veneza 2026, na Veneza. A exposição “Comigo ninguém pode” ocupa o Pavilhão do Brasil entre os dias 9 de maio e 22 de novembro.
Com curadoria de Diane Lima, a mostra reúne obras produzidas ao longo de mais de três décadas pelas duas artistas, além de trabalhos inéditos criados especialmente para a Bienal.
A exposição propõe reflexões sobre natureza, espiritualidade, memória e colonialismo, articulando elementos ligados à história do Brasil e às manifestações de fé presentes na cultura brasileira.
O título faz referência à planta “comigo-ninguém-pode”, conhecida tanto pela toxicidade quanto pelo simbolismo de proteção e resistência — conceito que orienta o percurso da mostra.
No espaço expositivo, pinturas, esculturas e desenhos dialogam com a arquitetura do pavilhão em uma experiência de caráter instalativo. A proposta também investiga processos de cura, metamorfose e reconstrução simbólica de feridas coloniais.
Entre os destaques estão obras como “Aracnes” e “Ninfa tecendo o casulo”, de Rosana Paulino, que abordam a imagem da mulher negra ligada à resistência, permanência e reconstrução da memória.