O Hospital Estadual 2 de Julho realizou, nesta semana, a primeira captação de múltiplos órgãos da unidade, em Salvador. O procedimento seguiu protocolos do Sistema Nacional de Transplantes e contou com a atuação de uma equipe multiprofissional.
A captação foi autorizada pela família após a confirmação do óbito. Para viabilizar a ação, o hospital passou por preparação técnica, com integração entre setores e profissionais como médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos.
Como homenagem, a equipe organizou um “corredor de honra” até o centro cirúrgico, com a presença de familiares, em um gesto simbólico de despedida.
Segundo o diretor médico da unidade, Roque Aras, o processo exige acolhimento e sensibilidade. “A doação de órgãos é um gesto que transforma a dor em esperança para outras famílias”, afirmou.
A diretora da Fundação ABM de Pesquisa e Extensão, Cláudia Carvalho, destacou a importância da decisão. “É um ato de amor que salva vidas e deixa um legado de solidariedade”, disse.
Dados do Ministério da Saúde indicam que o país realizou mais de 30 mil transplantes em 2024, com a maior parte dos procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda assim, milhares de pessoas aguardam na fila por um órgão.
Na Bahia, segundo a Central Estadual de Transplantes, foram realizados 1.384 procedimentos no último ano, número abaixo da demanda, o que reforça a importância da conscientização sobre a doação.