Governo estuda reativar hidrovia do Velho Chico entre Bahia e Minas Gerais

Governo estuda reativar hidrovia do Velho Chico entre Bahia e Minas Gerais

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Denis Rocha/Marinha do Brasil (Divulgação Codeba)

Publicado em 06/05/2026 às 11:11 / Leia em 2 minutos

A reativação da hidrovia do Rio São Francisco, estudada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), pode reforçar o abastecimento no interior da Bahia, reduzir custos logísticos e ampliar a circulação de mercadorias pelo estado. O projeto prevê a retomada do transporte hidroviário no trecho navegável de 1.371 quilômetros entre Pirapora, em Minas Gerais, e as cidades de Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco.

A expectativa do governo federal é que a retomada do modal contribua para baratear o transporte de cargas, com impacto direto no preço dos alimentos e na chegada mais regular de produtos essenciais a municípios do interior. O trecho tem potencial para atender 505 cidades e cerca de 11,4 milhões de pessoas, com estimativa inicial de movimentar até 5 milhões de toneladas no primeiro ano de operação.

Entre as principais cargas previstas estão soja, milho, algodão, fertilizantes, calcário e gesso, insumos ligados à produção agrícola e ao custo final dos alimentos.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que a retomada da hidrovia deve ampliar a integração regional e reduzir despesas logísticas. “Ela também amplia a integração de regiões que dependem do rio como infraestrutura essencial. A volta da hidrovia do Velho Chico significa levar mais desenvolvimento, baratear o transporte de mercadorias e conectar pessoas”, disse.

Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, o projeto também pode melhorar o acesso a insumos essenciais. “A hidrovia amplia a regularidade no transporte de cargas e melhora a chegada de alimentos e materiais indispensáveis, especialmente em regiões que dependem desse modal”, disse.

Além da retomada da navegação comercial, o projeto inclui melhorias na infraestrutura do rio e a implantação de Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4), com a proposta de ampliar o acesso de municípios ribeirinhos ao transporte hidroviário e fortalecer a integração logística no interior.

Na Bahia, a gestão da hidrovia deverá ficar sob responsabilidade da Companhia das Docas do Estado da Bahia, substituindo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A mudança será articulada com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários como parte da reorganização da governança do sistema hidroviário nacional.

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