Salvador recebe missa e procissão em homenagem a São Francisco Xavier, padroeiro da cidade

Salvador recebe missa e procissão em homenagem a São Francisco Xavier, padroeiro da cidade

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Divulgação

Publicado em 05/05/2026 às 16:43 / Leia em 2 minutos

A Arquidiocese de São Salvador da Bahia e a Câmara Municipal realizam neste domingo (10), às 10h, uma missa em homenagem a São Francisco Xavier, padroeiro da cidade há mais de três séculos. Após a celebração na Catedral Basílica do Santíssimo Salvador, acontece uma procissão pelo Terreiro do Jesus.

A homenagem, que integra o calendário religioso da capital baiana e ocorre anualmente no dia 10 de maio, será presidida pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, cardeal Dom Sérgio da Rocha.

 

História de devoção

Quando Salvador enfrentou uma devastadora epidemia de febre amarela, em 1686, os jesuítas sugeriram à população que recorresse à intercessão de São Francisco Xavier — que, segundo a tradição, morreu vítima de uma enfermidade semelhante numa ilha próxima à China.

O que se seguiu foi interpretado como milagre: a febre amarela cessou repentinamente. Movidos por gratidão, os líderes do antigo Senado da Câmara solicitaram ao Papa que declarasse São Francisco Xavier padroeiro da cidade. A solicitação foi atendida em 10 de maio de 1686, por meio de uma bula papal que oficializou o santo como protetor de Salvador e também do Legislativo Municipal.

Nascido em 1506, no Reino de Navarra (atualmente parte da Espanha), Francisco Xavier era de origem nobre. Poliglota, estudou na renomada Universidade de Paris, onde adquiriu sólida formação em filosofia, latim e humanidades. Sua trajetória religiosa teve início no Seminário de Veneza e culminou com a ordenação sacerdotal, em 1536.

Considerado um dos maiores missionários da história da Igreja, dedicou a vida à evangelização no Oriente, com atuação principalmente na Índia, no Japão e em outras regiões da Ásia. Morreu em 1552, aos 46 anos, e foi beatificado em 1605 e canonizado pelo papa Gregório XV em 1622.

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