A música feita na Bahia ganhou um último e simbólico capítulo em solo chinês nesta terça-feira (5). Com apresentação no Shenzhen Concert Hall, a Neojiba encerrou sua passagem pela China depois de uma série de concertos que passou por cidades estratégicas como Pequim, Xi’an e Tianjin, e terminou justamente em Shenzhen, onde fica a sede global da BYD.
O concerto final reuniu repertório que já vinha conquistando o público chinês ao longo da turnê, com obras brasileiras como “Corcovado”, “Tico-Tico no Fubá” e “Aquarela do Brasil”, recebidas com entusiasmo nas diferentes cidades por onde a orquestra passou. No palco, cerca de 100 jovens músicos baianos, sob regência de Ricardo Castro, apresentaram o programa “Música das Américas”, combinando nomes como Villa-Lobos, Gershwin e Márquez, além de uma peça de Jamberê Cerqueira que aproxima o berimbau da formação sinfônica.
A passagem por Shenzhen também simboliza o vínculo com a patrocinadora da turnê. A cidade abriga o centro global da BYD, e foi escolhida para o concerto de encerramento como forma de marcar essa conexão entre cultura e tecnologia.

“Encerrar esta jornada histórica em Shenzhen, o coração da nossa sede global, é o coroamento de um projeto que une o que há de mais humano na Bahia com o que há de mais avançado na China. Para a BYD, ver o talento desses jovens baianos aplaudido de pé nos palcos chineses é a prova de que a nossa parceria com a Neojiba é um investimento no potencial ilimitado das pessoas. Mais do que uma turnê musical, construímos uma estrada de mão dupla: levamos a alma do Brasil ao Oriente e trouxemos para nossos jovens uma visão de futuro sem fronteiras. Esta turnê reafirma que, seja através da tecnologia limpa ou de uma partitura, o nosso compromisso é conectar culturas e transformar vidas”, afirma Tyler Li, Presidente da BYD Brasil.
A programação na cidade chinesa ainda inclui uma visita ao complexo industrial da empresa nesta quarta-feira (6), com a presença de músicos e do maestro. A agenda reforça o intercâmbio que marcou toda a viagem, que extrapola o palco e aposta também na experiência formativa dos integrantes da orquestra.
Ao longo da turnê, a Neojiba encontrou plateias cheias e curiosas por uma sonoridade que mistura tradição brasileira e formação clássica. Para o grupo, a experiência soma repertório, circulação internacional e contato direto com outras culturas, um movimento que amplia horizontes e reposiciona a música feita na Bahia em circuitos cada vez mais globais.