Há 35 anos, o Brasil se despedia de uma das vozes mais marcantes da música popular brasileira. Em 29 de abril de 1991, Gonzaguinha morreu aos 45 anos, vítima de um trágico acidente de carro na rodovia PR-280, em Marmeleiro, interior do Paraná. Mais de três décadas depois, sua obra continua atual e atravessando gerações.
Filho de Luiz Gonzaga, Gonzaguinha nasceu em Rio de Janeiro, em 1945, mas construiu uma trajetória própria e intensa dentro da música brasileira.
Dono de letras afiadas e interpretações carregadas de emoção, ele se consolidou como um dos grandes compositores de sua geração, virando uma voz combativa contra a ditadura militar, visto como um artista capaz de traduzir o sentimento coletivo de sua época.
Desde o início da carreira, o cantor chamou atenção pela coragem ao confrontar o autoritarismo e denunciar desigualdades sociais em suas composições.
Ao longo das décadas de 1970 e 1980, Gonzaguinha ampliou ainda mais sua conexão com o público. Suas músicas passaram a abordar também esperança, afeto, solidariedade e os desafios da vida cotidiana. Entre seus clássicos estão músicas como “O Que É, O Que É?”, “Sangrando”, “Começaria Tudo Outra Vez”, “Lindo Lago do Amor” e “É”.
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