A hotelaria de Salvador registrou, em março, taxa média de ocupação de 67,66%, levemente inferior aos 69,26% observados no mesmo período de 2025. O recuo é explicado, em parte, pelo calendário: no ano passado, o mês ainda contemplou dias de Carnaval, que se estendeu até 4 de março, impulsionando o desempenho.
A diária média ficou em R$ 568,61, cerca de 20% abaixo tanto de março de 2025 (R$ 682,54) quanto de fevereiro de 2026 (R$ 901,73), período marcado pela folia. Os dados reforçam o peso de festas e feriados na dinâmica do turismo da capital baiana.
Mesmo fora da alta estação, a retomada de eventos e congressos, puxada pelo Centro de Convenções Salvador, contribuiu para um melhor desempenho durante a semana. A taxa de ocupação em dias úteis chegou a 69,42%, superando os finais de semana, que registraram 63,36%.
Como reflexo, o Revpar, indicador que mede a receita por apartamento disponível, foi de R$ 384,73, abaixo dos R$ 472,73 registrados em março do ano passado.
“Com o início da baixa estação os hoteleiros se deparam com o período mais desafiador do turismo (abril a junho), atividade muito sazonal. O anúncio do novo hub da Gol, ampliando o número de voos e conexões com a capital baiana e Ilhéus a partir deste mês, foi um avanço muito importante. Por outro lado as consequências da guerra sobre o preço dos combustíveis, vem impactando o preço das passagens aéreas que já são muito caras, trazendo novos desafios para o turismo de um Estado com um potencial imenso, porém distante dos principais centros emissores de turistas nacionais e internacionais”, observa Wilson Spagnol, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Seção Bahia – ABIH-BA.
Os dados fazem parte da Pesquisa Conjuntural de Desempenho (Taxinfo), realizada pela ABIH Bahia e Brasil. O levantamento é digital, com informações fornecidas diariamente pelos hotéis ao Portal Cesta Competitiva, gerando uma média ponderada que serve como indicador da evolução da atividade hoteleira em Salvador.