Gilsons lança álbum que reflete a perda de Preta Gil: ‘O disco foi quase um remédio’, diz filho da cantora

Gilsons lança álbum que reflete a perda de Preta Gil: ‘O disco foi quase um remédio’, diz filho da cantora

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

O Globo

Publicado em 03/03/2026 às 17:39 / Leia em 2 minutos

Chegou às plataformas de streaming nesta terça-feira o segundo álbum do grupo Gilsons, intitulado “Eu vejo luz em maior proporção do que eu vejo a escuridão”. Entre as delicadas canções, há uma presença marcante que não pode ser ignorada: a de Preta Gil, cantora, filha de Gilberto Gil, mãe de Francisco, irmã de José e tia de João, que nos deixou no ano passado após uma batalha contra o câncer.

Preta foi uma das maiores incentivadoras do grupo, que reúne três gerações da família Gil. Agora, com o lançamento do novo disco, os Gilsons embarcam em uma extensa turnê pelo Brasil e exterior, com mais de 30 shows confirmados. A estreia será em Salvador, no dia 25 de abril, na Concha Acústica. No Rio de Janeiro, o show acontece no Vivo Rio em 1º de maio, e em São Paulo, no Espaço Unimed, no dia 9 de maio.

— “A gente já teve uma educação musical imensa, que veio não só da minha mãe, mas de toda a nossa família, como o Bem e a Nara. Ela sempre nos abraçou muito, foi ela quem nos batizou”, relembra Fran, emocionado. — “O ano passado foi muito difícil, e as músicas do disco refletem tudo o que vivemos. São canções nascidas no meio dessa história. A arte tem essa capacidade: por mais que não se tenha a intenção, depois se percebe o que ela tem a dizer para nós mesmos. Esse disco foi quase que um remédio.”

“É algo muito complexo”

Para Fran, a faixa que mais remete à mãe foi composta por João e Arnaldo Antunes, com quem Preta chegou a trabalhar na televisão: “Minha flor”, gravada com participação de parte do clã Veloso (Caetano, Moreno e Tom).

— “Eu ficava quietinho no estúdio, escutando, às vezes chorava ali. Essa música me impactava, e muitas pessoas também receberam dessa forma”, conta Fran. — “‘Visão’, que abre o disco, eu comecei a escrever saindo do quarto de hospital da minha mãe. Há uma presença dela muito forte no disco, mas nada que tenha sido intencional. Para mim, é algo muito complexo.”

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