Azul encerra recuperação judicial nos EUA e corta bilhões em dívidas

Azul encerra recuperação judicial nos EUA e corta bilhões em dívidas

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Tiago Mascarenhas, com informações do g1

Tiago Ribeiro

Publicado em 20/02/2026 às 19:53 / Leia em 2 minutos

A Azul Linhas Aéreas comunicou, na noite desta sexta-feira (20), a conclusão oficial de seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos. A companhia deixou o Chapter 11, mecanismo legal americano equivalente à recuperação judicial brasileira, após ter o plano de reorganização aprovado pela Justiça do país.

O fim do processo ocorreu em menos de nove meses e reconfigurou o balanço da empresa. A operação resultou em uma redução de aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento. O movimento também garantiu a injeção de US$ 850 milhões em novos investimentos acionários, visando a estabilidade de longo prazo.

O alívio financeiro foi viabilizado por uma agressiva estratégia de conversão de dívidas. Na quinta-feira (19), a Azul já havia confirmado um acordo de US$ 300 milhões, dividido em partes iguais (US$ 100 milhões cada) entre a American Airlines, a United Airlines e um grupo de credores existentes.

Em contrapartida, essas empresas passam a receber ações da companhia brasileira, deixando de cobrar juros sobre os valores devidos.

A manobra de transformar credores em acionistas foi essencial para a saída do Chapter 11, mas gerou forte reação no mercado financeiro. No dia 8 de janeiro deste ano, quando o plano foi desenhado, as ações da empresa chegaram a despencar 70% na Bolsa de Valores.

Apesar da reestruturação nos tribunais americanos, a empresa manteve o volume de seus serviços. A Azul encerrou 2025 transportando 32 milhões de clientes, operando com uma frota de 175 aeronaves. Atualmente, a companhia mantém uma média de 800 voos diários, conectando 130 cidades.

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