Se você tem acompanhado o BBB 26, já deve ter visto que a cozinha da casa virou palco de um debate curioso. O participante Juliano Floss revelou que não abre mão de colocar ketchup no macarrão, hábito que, segundo ele, a namorada Marina Sena detesta e rotula como “paladar infantil”. A sister Milena também entrou na onda e confessou que faz parte do mesmo time.
Mas, afinal, por que algumas pessoas chegam à vida adulta recusando o “verde” no prato e preferindo apenas sabores ultraprocessados, doces ou muito salgados? O termo, que domina as redes sociais, vai muito além de uma simples “frescura” alimentar.
O que define o paladar infantil?
De acordo com o nutricionista Thyago Nishino, em entrevista à Globo, o paladar infantil em adultos é marcado pela busca por sabores previsíveis e reconfortantes. “É comum a baixa aceitação de verduras, legumes, peixes e temperos naturais. A pessoa busca o que remete a conforto e segurança, repetindo padrões que aprendeu lá atrás”, explica o especialista.
Muitas vezes, isso é reflexo de uma infância com pouca exposição a novos sabores ou do consumo excessivo de produtos industrializados, que “viciam” as papilas gustativas em estímulos muito intensos (como o açúcar e o sódio em excesso).
Dá para ser saudável comendo “como criança”?
A resposta curta é: depende. Segundo Nishino, é possível manter o equilíbrio se a pessoa conseguir suprir suas necessidades nutricionais, mesmo com pouca variedade. Porém, o alerta fica para a monotonia alimentar.
Tem como mudar?
A boa notícia para Juliano, Milena (e para você que também foge do brócolis) é que o paladar pode ser treinado. “A melhor forma de ampliar o paladar é a exposição gradual. Experimentar diferentes formas de preparo, texturas e temperos naturais ajuda muito”, recomenda o nutricionista. Ou seja: talvez o problema não seja o legume, mas a forma como ele foi apresentado a você.