Médico revela como foram os últimos momentos de vida de Isabel Veloso

Médico revela como foram os últimos momentos de vida de Isabel Veloso

Redação Alô Alô Bahia

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Divulgação

Publicado em 15/01/2026 às 18:09 / Leia em 3 minutos

O oncologista Bruno Bereza usou as redes sociais para relatar os momentos finais de Isabel Veloso, influenciadora digital que morreu aos 19 anos, no dia 10 de janeiro, em decorrência de complicações de um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que atinge o sistema linfático.

Segundo o médico, Isabel demonstrava apreensão em relação ao transplante de medula óssea. Na véspera da viagem para o procedimento, ele se reuniu com a jovem e com o marido, Lucas Borbas, para esclarecer dúvidas e alinhar expectativas. “Um dia antes de ela ir para Curitiba, eu, ela e o Lucas nos reunimos para uma conversa. Explicamos tudo, falamos das expectativas. A Isabel se mostrava com bastante medo, e eu disse que continuaria acompanhando e dando força para ela”, relatou.

O transplante foi realizado em outubro de 2025, no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba. O doador foi o pai da influenciadora, Joelson, que apresentou compatibilidade. De acordo com Bruno Bereza, apesar do receio em relação ao procedimento, Isabel mantinha a fé e uma forte vontade de viver. “Ela rezava muito. Tinha uma força enorme, um objetivo claro: estar viva. Era isso que a mantinha de bom humor e disposta a enfrentar tudo”, afirmou.

Após receber alta hospitalar, Isabel apresentou uma grave piora no estado de saúde. Ela sofreu uma parada respiratória, precisou ser entubada e foi internada em uma unidade de terapia intensiva. O oncologista explicou que, nesse período, o contato direto se tornou mais difícil. “Ela já não conseguia responder muito bem o celular, no final de novembro ou começo de dezembro, ela foi entubada. Aí a gente obviamente perdeu o contato, fiquei mais com o Lucas e o Joelson”, disse.

De acordo com o médico, o quadro fazia parte das possíveis complicações do pós-transplante, que podem ocorrer em procedimentos desse tipo, especialmente em casos considerados complexos. Ele relatou ainda que o estado clínico de Isabel variou intensamente nos dias que antecederam a morte. “No sábado, 3, ela teve um dia péssimo, a gente não sabia se ela tinha minutos ou horas de vida e, no domingo, quando amanheceu, ela teve uma melhora absurda. Melhorou tudo. Segunda-feira, 5, o rim voltou a funcionar, fígado voltou a funcionar, na terça, 6, ela estava ótima, na quarta, 7, estava bem, estável, na quinta, 8, ela teve uma piora.”

Bruno Bereza acompanhou a internação de perto e afirmou que a relação com Isabel ultrapassou a de médico e paciente. Ao visitá-la na UTI, descreveu a surpresa ao reconhecê-la. “Fui até a UTI, quando eu cheguei lá eu achei que ia encontrar alguém irreconhecível. Eu não sabia muito bem em que leito ela estava, eu fui andando até que eu olhei e falei assim: ‘Nossa, é a Isabel’.”

Mesmo sedada, o oncologista contou que permaneceu conversando com ela por cerca de meia hora. “Ela estava linda, do jeito que ela sempre foi. Estava com uma sensação de paz, um semblante de paz, não de sofrimento”, concluiu.

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