Após fazer história no Globo de Ouro 2026 e colocar o cinema brasileiro novamente no centro das atenções internacionais, o filme “O Agente Secreto” também passou a despertar curiosidade fora das telas: afinal, como o filme foi financiado? Com orçamento de cerca de R$ 28 milhões, o longa não utilizou recursos da Lei Rouanet.
Dirigido e roteirizado por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, o filme recebeu R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), administrado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), com apoio do Ministério da Cultura. O restante do valor foi obtido por meio de investimentos privados.
A Lei Federal de Incentivo à Cultura não foi utilizada porque o projeto não se enquadra nas regras do mecanismo. A legislação contempla obras audiovisuais de curta e média metragem, enquanto longas-metragens, que é a categoria de O Agente Secreto, com 2 horas e 40 minutos de duração, não podem ser beneficiados.
No Globo de Ouro 2026, na noite de domingo (11), o longa venceu como Melhor Filme em Língua Não Inglesa, encerrando um intervalo de 27 anos sem vitórias do Brasil na categoria, além de garantir a Wagner Moura o prêmio de Melhor Ator em Filme de Drama. Foi a primeira vez que um ator brasileiro conquistou o troféu e a primeira ocasião em que o país venceu duas categorias na mesma edição da premiação.
Ambientado nos anos 1970, “O Agente Secreto” acompanha a história de um professor universitário (Wagner Moura) que tenta fugir do seu passado na ditadura militar brasileira de 1977, indo de São Paulo para Recife, mas descobre que está sendo espionado.