EUA revogam mais de 100 mil vistos em um ano

EUA revogam mais de 100 mil vistos em um ano

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Tiago Mascarenhas

Divulgação

Publicado em 12/01/2026 às 18:47 / Leia em 2 minutos

A política de tolerância zero com a imigração, marca registrada do retorno de Donald Trump à Casa Branca, apresentou números expressivos nesta segunda-feira (12). O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou que mais de 100 mil vistos foram revogados desde que o republicano reassumiu a presidência, em janeiro do ano passado.

O volume de cancelamentos representa um salto de 150% em relação a 2024. Segundo o governo norte-americano, a “pente-fino” não se limita a turistas: entre os documentos anulados estão cerca de 8.000 vistos de estudantes e 2.500 vistos destinados a profissionais especializados.

De acordo com Tommy Pigott, porta-voz adjunto do Departamento de Estado, as quatro principais causas para a perda do direito de permanência foram: exceder o tempo autorizado no país, dirigir sob influência de álcool ou drogas, agressão e roubo.

Para endurecer o controle, a administração lançou o “Centro de Verificação Contínua”. A nova estrutura tem como objetivo monitorar estrangeiros que já estão em solo americano, garantindo que vistos de pessoas consideradas ameaças sejam cancelados imediatamente.

Em comunicado oficial na rede social X, o departamento adotou um tom duro. “Continuaremos a deportar esses bandidos para manter os Estados Unidos seguros”, referindo-se a indivíduos com passagens pela polícia.

Além das infrações criminais, o rigor ideológico também aumentou. Diplomatas americanos receberam diretrizes para identificar candidatos com histórico de ativismo político considerado “hostil” aos EUA.

O governo Trump deixou claro que até mesmo residentes permanentes (portadores de green cards) e estudantes estão sujeitos à deportação caso manifestem apoio a grupos palestinos ou críticas à conduta de Israel na guerra em Gaza. A administração classifica tais posicionamentos como pró-Hamas e ameaças à política externa do país.

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