A Barbie lançou sua primeira boneca com Transtorno do Espectro Autista (TEA), desenvolvida ao longo de mais de 18 meses de estudos e pesquisas em parceria com a Autistic Self Advocacy Network (ASAN), organização liderada por pessoas autistas e voltada à defesa dos direitos dessa comunidade.
A novidade integra a linha Barbie Fashionista e faz parte da estratégia da Mattel de ampliar a diversidade e a representatividade em seus produtos. “É fundamental que jovens autistas vejam representações autênticas e positivas de si mesmos”, afirma Colin Killick, diretor executivo da ASAN.
Segundo Jamie Cygielman, líder global de bonecas da Mattel, a proposta reforça o compromisso da marca em refletir o mundo real. “Barbie sempre se esforçou para representar o mundo que as crianças veem e as possibilidades que imaginam”, destaca.
Atualmente, a linha Fashionista reúne mais de 175 versões da boneca, com diferentes tons de pele, tipos de cabelo e corpos. Nos últimos anos, a marca também lançou a primeira Barbie com Síndrome de Down (2023), a primeira com deficiência visual (2024) e, em 2025, bonecas PCDs inspiradas em brasileiras.
Durante o desenvolvimento da boneca com autismo, especialistas da ASAN contribuíram para a criação de detalhes que refletem características comuns do espectro. A Barbie possui articulações nos cotovelos e pulsos, permitindo movimentos como o agitar das mãos, associado à autoestimulação. O olhar levemente desviado também foi pensado para representar pessoas que evitam contato visual direto.
A boneca acompanha fidget spinner, fones de ouvido com cancelamento de ruído e um tablet com aplicativo de Comunicação Alternativa e Aumentativa, recursos voltados à redução da sobrecarga sensorial e à comunicação. O figurino e os calçados também foram desenvolvidos priorizando conforto e liberdade de movimento.