João Gomes desabafa sobre dificuldade para construir sua ‘casa do sertão’ em condomínio de luxo

João Gomes desabafa sobre dificuldade para construir sua ‘casa do sertão’ em condomínio de luxo

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Reprodução

Publicado em 12/12/2025 às 10:55 / Leia em 2 minutos

O cantor João Gomes chamou a atenção nesta semana ao desabafar sobre a dificuldade que enfrentou para construir sua casa no condomínio de luxo Alphaville, em Pernambuco. Em entrevista ao Podcast Prosa Sertanejo, o artista contou que os arquitetos se recusaram a executar o projeto que ele idealizou, que aposta em um conceito rústico e estética inspirada no universo do serão, e optaram por modelos de casas mais “modernos”.

“Comprei terreno, e na hora de fazer a casa não deu certo. Porque as casas que eu achava bonito era a de sertão, era aqueles casarão grandões, de alpendre, e ninguém queria fazer essas casa no condomínio de Alphaville, só queriam fazem as casas quadradas. Ninguém estava sabendo fazer a casa do jeito que eu quero. Tive que pagar a arquiteta, e o terreno está lá até agora”, lamentou João que, após frustração, decidiu se mudar para outra área da cidade ao lado da esposa, Ary Mirelle, e os filhos, Jorge e Joaquim.   

O desabafo gerou grande repercussão, especialmente entre profissionais da arquitetura, que defendem que viver em ambientes que refletem sua identidade contribui para criar memórias afetivas e fortalecer o senso de pertencimento. Por outro lado, estar em um espaço que não representa a sua essência pode aumentar os níveis de ansiedade, estresse e sensação de desconexão.

“Nossa identidade arquitetônica é tão plural: está no nosso sangue, no nosso clima, nas nossas cores. Estamos perdendo a oportunidade de trazer a verdade brasileira para dentro das casas. Arquitetura é para causar emoção. Fazer se sentir vivo (…) Sinto falta, por exemplo, de soluções como cobogós, varandas generosas, arcos, alpendres, pé-direito que respira e do uso de materiais que carregam história: madeira, pedra natural, cerâmica, ladrilho hidráulico, palha, texturas que conversam com o clima e com o toque. Esses elementos não são apenas estéticos; eles criam conforto, pertencimento e uma relação afetiva com o espaço”, defendeu a arquiteta pernambucana Cecília Lemos, em entrevista a Vogue.

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