Um projeto de inteligência artificial desenvolvido por estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional Pedro Ribeiro Pessoa, no município de Catu, foi destaque na 10ª Competição Internacional de Inovação e Invenção do Canadá 2025. A iniciativa conquistou o primeiro lugar internacional, concedido pela Associação de Invenções da Universidade da Coreia, e o 12º lugar no prêmio especial canadense “Innovation Initiative Co-operative Inc. – The Inventors’ Circle”. Os jovens baianos foram os únicos participantes brasileiros no evento.
Na competição, o grupo formado por Adson Adiel Bastos, Erick Rafael Santana e Marcos Vinícius de Oliveira representou o Brasil e a Bahia com o projeto “Zentro.AI — The core of your business success”, uma plataforma de inteligência artificial criada para atuar como mentora digital de empreendedores e microempreendedores. A tecnologia desenvolvida pelo trio oferece planos de negócios automatizados, consultoria de marketing, orientação jurídica e soluções personalizadas para quem deseja abrir ou aprimorar um negócio.
Segundo o professor e orientador do projeto, Deivison dos Santos, o Zentro.AI nasceu do desejo de conectar a tecnologia à realidade dos pequenos empreendedores. “Nosso objetivo é mostrar que a inteligência artificial pode ser uma aliada da inclusão produtiva e do desenvolvimento local. Ver nossos alunos conquistando o primeiro lugar em um evento mundial mostra que a escola pública tem talento, criatividade e potencial para transformar vidas”, comenta.
Protagonismo e reconhecimento
Para Adson Adiel, 16 anos, a experiência foi transformadora. “Nunca imaginei que um projeto que começou na sala de aula pudesse chegar tão longe. O ICAN mostrou que o que fazemos aqui, na Bahia, tem valor global. É um orgulho representar o nosso Estado e o Brasil”, comemorou. Erick Rafael, 16 anos, destacou o impacto pessoal e social da conquista. “A gente aprendeu que inovar é resolver problemas reais. O Zentro.AI não é só tecnologia. É uma ferramenta para ajudar pessoas a realizarem seus sonhos. Esta vitória é um incentivo para todos os estudantes acreditarem em seu potencial”.
Já Marcos Vinícius, 17 anos, falou sobre o aprendizado coletivo. “Participar do ICAN foi uma oportunidade incrível de crescimento. Trabalhar em equipe, apresentar nossa ideia para avaliadores internacionais e ver o reconhecimento do nosso esforço é algo que levaremos para a vida toda”.