A restauração das peças artísticas do Caminho da Fé, na Avenida Dendezeiros, na Cidade Baixa, demandou investimento de R$ 200 mil após sucessivos atos de vandalismo registrados no local. O valor representa cerca de um terço dos R$ 603 mil gastos pela Prefeitura de Salvador com restauração de monumentos ao longo de 2025.
Das 28 obras produzidas pelo artista plástico Juarez Paraíso em parceria com outros 14 artistas, 22 precisaram ser refeitas após serem arrancadas ou danificadas. As peças restauradas foram reinstaladas em janeiro deste ano.
Além das gravuras, os 14 totens de madeira e base de granito também sofreram depredações. Segundo a Fundação Gregório de Mattos, os equipamentos foram arrancados, pichados, riscados e até utilizados como depósito de lixo.

Restauração de obras do Caminho da Fé custou R$ 200 mil após atos de vandalismo em Salvador
“As obras do Caminho da Fé foram totalmente restauradas após sucessivos atos de vandalismo registrados”, afirmou a gerente de Patrimônio Cultural da Fundação Gregório de Mattos, Roberta Santucci.
Com o objetivo de preservar o conjunto artístico, a Fundação abriu processo de tombamento das obras. A próxima etapa prevê a elaboração de um dossiê que será submetido ao Conselho de Patrimônio Cultural.
Aos 91 anos, Juarez Paraíso lamentou os danos causados ao espaço.
“É algo incompreensível”, afirmou o artista, que destacou a importância simbólica e cultural do projeto dedicado a Santa Dulce dos Pobres e ao Senhor do Bonfim.
Com cerca de 1,1 quilômetro de extensão, o Caminho da Fé liga o Santuário Santa Dulce dos Pobres à Basílica Santuário Senhor do Bonfim e foi inaugurado em 2020 pela Prefeitura de Salvador.
O espaço reúne obras produzidas por Juarez Paraíso em colaboração com artistas como Bel Borba, Juraci Dórea, J. Cunha e outros nomes ligados à arte baiana.