Djavan homenageia Gal Costa e grava faixa criada para Michael Jackson em novo álbum; ouça

Djavan homenageia Gal Costa e grava faixa criada para Michael Jackson em novo álbum; ouça

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Com informações do g1

Mar+Vin/Divulgação

Publicado em 11/11/2025 às 08:02 / Leia em 3 minutos

Prestes a completar 50 anos de carreira, Djavan lançou nesta terça-feira (11) seu 26º álbum de estúdio, “Improviso”. O artista, considerado um dos principais nomes da música brasileira, afirma que o processo de compor continua sendo desafiador.

“Fazer música não é uma coisa natural. Demanda esforço, uma concentração absurda. Você sofre porque, às vezes, acha que não vai conseguir”, contou o cantor ao g1. “Mas é esse desafio que faz com que compor seja uma coisa tão sedutora”. Segundo ele, a composição é o que o mantém em movimento: “Tenho que compor porque isso me alegra, me dá felicidade e, principalmente, me mantém vivo”.

Com um novo álbum a cada dois anos, Djavan explica que suas criações são alimentadas por viagens e apresentações pelo mundo. “Toda aquela colheita deságua no disco. Coloco para fora tudo que absorvi das andanças por aí.” O resultado agora é um trabalho meticulosamente produzido, apesar do título sugerir espontaneidade. “Improviso” reúne 12 faixas que atravessam jazz, samba, R&B e a poética característica do artista.

Djavan para Michael Jackson

Entre as faixas está “Pra Sempre”, canção que carrega uma história curiosa. A melodia foi composta em 1987, quando Djavan foi convidado por Quincy Jones para escrever para “Bad”, álbum histórico de Michael Jackson. “Demorei para mandar a música. Não sei, não levei muita fé. Mas quando enviei, ele já estava mixando o disco”, lembra. Quincy havia trabalhado com Djavan no álbum “Luz” (1982), que projetou o brasileiro internacionalmente, com faixas como “Açaí”, “Sina” e “Samurai”, esta com participação de Stevie Wonder na gaita.

Foto: Mar+Vin/Divulgação

Jones também promoveu um encontro entre Djavan e Michael. O brasileiro recorda o momento como estranho e ao mesmo tempo acolhedor: o rei do pop “parecia um passarinho” e estava “meio assustado”, mas os recebeu “com bastante naturalidade”. A melodia guardada por décadas só ganhou letra e foi gravada agora, após insistência dos filhos do artista.

Homenagem a Gal Costa

O álbum também traz uma homenagem a Gal Costa. Djavan regrava “O Vento”, música composta por ele em parceria com Ronaldo Bastos e registrada pela cantora em 1987, no disco “Lua de Mel Como o Diabo Gosta”. A releitura reforça a ligação musical e afetiva entre os dois artistas.

As letras de “Improviso” passeiam por temas como guerra e amor, sentimento que Djavan vê como inesgotável. “É possível falar de amor sem se repetir, porque o amor é dinâmico. Ele é único. Sempre está se modificando”, diz ao g1.

O cantor também reflete sobre sua posição no Brasil. “O negro precisa cavar, brigar, ter muita raça para conseguir chegar onde ele quer. Então, é óbvio que a gente não pode ver as coisas do mesmo modo”.

À beira de completar meio século de carreira, Djavan celebra a renovação do público: há cada vez mais ouvintes jovens, “pessoas de 12 anos se interessando” por suas músicas.

Em 2026, ele deve iniciar uma turnê nacional comemorativa, “A Voz, o Violão, a Música de Djavan”. “Acho que a grande volúpia que eu tenho é estar sempre fazendo música”, diz. “Como já disse aqui: é isso que me instiga”.

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