O rapper Emicida e seu irmão, o empresário Evandro Fióti, enfrentam uma disputa judicial sobre a administração da empresa Lab Fantasma. O desentendimento veio à tona após Emicida bloquear o acesso de Fióti às contas da empresa, alegando transferências financeiras não autorizadas para uma conta pessoal, totalizando R$ 6 milhões.
De acordo com informações do jornal Extra, a relação profissional entre os irmãos já apresentava desgastes há algum tempo. Emicida afirma que Fióti, que ocupava o cargo de CEO da Lab Fantasma, considerava seu salário mensal de R$ 40 mil insuficiente e reivindicava uma participação maior nos lucros.
Nos autos do processo, a defesa de Emicida argumenta que Fióti confundia a remuneração artística do rapper com a divisão societária da empresa. Os documentos indicam que, apesar da alegação de uma sociedade igualitária, Fióti possuía apenas 10% das ações da Lab Fantasma, enquanto Emicida detinha 90%. Além disso, o rapper afirma que 80% do faturamento da empresa provém de seu trabalho artístico.
A separação da sociedade estava planejada para ocorrer gradualmente, com a nomeação de um novo CEO para mediar o processo. No entanto, ao identificar transferências bancárias para uma conta pessoal de Fióti, Emicida decidiu encerrar unilateralmente a parceria.
Um dos pontos centrais da disputa envolve uma transferência de R$ 2 milhões. A defesa de Fióti sustenta que parte desse valor — R$ 1 milhão — foi repassado a Emicida como parte da divisão de lucros, mas o rapper alega que o irmão não tinha autorização para realizar movimentações desse porte sem consulta prévia e sem apresentar balanços financeiros detalhados.
Emicida também contesta a forma como os repasses eram feitos, argumentando que Fióti não cumpria prazos para prestação de contas e realizava saques sem justificativa. A defesa do rapper destaca que valores superiores a R$ 100 mil eram proibidos pelo contrato entre os irmãos.
O Tribunal de Justiça de São Paulo ainda não tomou uma decisão sobre o caso.
Fióti nega irregularidades
Após a repercussão da disputa, Fióti divulgou um comunicado negando qualquer irregularidade na administração da empresa. Ele afirma que todas as movimentações financeiras foram registradas e seguiam os procedimentos internos. “Nunca desviei recursos da Lab Fantasma ou de qualquer empresa do grupo. Todas as transações foram feitas de forma transparente e seguindo os processos adotados pelos gestores”, declarou.