O Guarani Futebol Clube deu mais um passo para a criação de sua Sociedade Anônima de Futebol (SAF). Em Assembleia Geral Extraordinária realizada na última sexta-feira (2), os sócios aprovaram a constituição do novo modelo e a possibilidade de venda de ações para um investidor. A votação ocorreu de forma híbrida e terminou com 235 votos favoráveis e 12 contrários, um índice de aprovação de 95,1%.
Para que o processo pudesse avançar, era necessária a aprovação de dois terços dos participantes da assembleia. Com o resultado, a expectativa agora se volta para a nova proposta que será apresentada por Roberto Graziano, proprietário da Magnum, para adquirir 90% da SAF do clube de Campinas.
Graziano já havia apresentado uma oferta anteriormente, mas retirou a proposta para que as negociações fossem reiniciadas. O primeiro projeto previa investimentos de R$ 1,075 bilhão, distribuídos entre diferentes áreas: R$ 400 milhões para a operação da SAF no futebol e do clube social, R$ 300 milhões para a construção de um novo estádio, R$ 25 milhões destinados a um novo Centro de Treinamento e até R$ 350 milhões para o passivo relacionado à Recuperação Judicial.
Segundo o GE, embora a nova oferta ainda não tenha sido formalizada, a divisão das ações não deve mudar. A previsão é que o Guarani permaneça com 10% da SAF, por meio da parte associativa, enquanto o grupo de Graziano ficará com os outros 90%.
Após a apresentação oficial da proposta atualizada, o estatuto do clube prevê que o Conselho Deliberativo emita um parecer sobre o negócio. Em seguida, deverão ser convocadas novas Assembleias Gerais Extraordinárias: três serão destinadas à discussão do processo e uma à votação. A expectativa é concluir todas as etapas ao longo de outubro.