A tentativa de ampliar a presença do esporte na política terminou sem mandato para boa parte dos candidatos ligados ao setor. Nomes conhecidos como Edmundo, Luís Fabiano, Vanderlei Luxemburgo, Leila do Vôlei, Marcelinho Carioca, Sarah Menezes e Maurício Souza não conseguiram conquistar ou renovar uma cadeira. Em outra frente, Danrlei, Luiz Lima, Bobô, Felipe Sertanejo e Rozenha saíram das urnas com mandato.
No Rio de Janeiro, Edmundo concorreu pelo PSDB a uma vaga de deputado federal e recebeu 35.725 votos. O ex-atacante, que foi ídolo de Vasco e Palmeiras, não conseguiu se eleger. Em São Paulo, Luís Fabiano, do MDB, teve 9.613 votos na disputa pela Câmara. Finazzi, também do MDB, recebeu 1.069 votos no estado e igualmente ficou fora. Já Vanderlei Luxemburgo disputou uma das duas vagas ao Senado pelo Tocantins. O ex-técnico da Seleção Brasileira obteve 67.987 votos, equivalentes a 4,11%, e terminou sem uma cadeira.
No Distrito Federal, Leila do Vôlei não conseguiu a reeleição ao Senado. Candidata pelo PDT, a ex-jogadora terminou em terceiro lugar, com 686.340 votos, ou 21,25% dos votos válidos. As duas vagas ficaram com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. Leila havia chegado ao Senado em 2018, depois de uma carreira no vôlei que incluiu medalhas olímpicas de bronze em Atlanta, em 1996, e Sydney, em 2000. Também no DF, Marcelinho Carioca, do Republicanos, tentou uma vaga de deputado distrital, mas recebeu 2.494 votos e não voltou ao Legislativo. Sarah Menezes, campeã olímpica de judô, teve 10.516 votos pelo MDB no Piauí e não foi eleita deputada federal. Em Minas Gerais, Maurício Souza, campeão olímpico de vôlei nos Jogos do Rio de 2016, tentou renovar o mandato de deputado federal pelo PL, mas obteve 16.122 votos e ficou fora.
Entre os dirigentes esportivos que entraram na disputa, Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo, tentou a reeleição para deputado federal pelo PV no Rio de Janeiro, sem conseguir permanecer na Câmara. Marcos Braz, ex-vice-presidente de futebol do clube, também concorreu a deputado federal pelo estado e recebeu 18.305 votos. Em Minas Gerais, Sérgio Santos Rodrigues, ex-presidente do Cruzeiro, teve 20.279 votos na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados e não foi eleito. Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético-MG, concorreu ao Governo de Minas Gerais pelo PDT, recebeu 403.466 votos e não avançou ao segundo turno.