O que muda para clubes e jogadoras com projeto de incentivo aprovado pela Câmara

O que muda para clubes e jogadoras com projeto de incentivo aprovado pela Câmara

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Heider Sacramento

Reprodução/Instagram

Publicado em 14/08/2026 às 09:04 / Leia em 2 minutos
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O futebol feminino pode passar por mudanças importantes no Brasil caso um projeto aprovado pela Câmara dos Deputados avance no Senado. O PL 4.578/2025 estabelece novas regras para profissionalizar a modalidade e prevê medidas que atingem diretamente clubes e jogadoras.

Uma das principais mudanças está no número de atletas não profissionais. Pela proposta, cada equipe da primeira divisão poderá inscrever até quatro jogadoras não profissionais. Nas demais divisões, o limite será de seis. Esses números deverão ser reduzidos gradualmente até a profissionalização completa das competições oficiais.

O projeto também determina que as equipes femininas tenham a mesma estrutura de equipamentos e suporte utilizada pelos times masculinos. A medida inclui profissionais e recursos necessários para a preparação das atletas.

Outra frente é o incentivo à igualdade salarial entre homens e mulheres no futebol, além da ampliação da participação feminina em cargos de gestão, arbitragem e direção técnica.

Para as jogadoras, o texto ainda prevê proteção aos direitos relacionados à gravidez e à maternidade e protocolos para combater racismo, discriminação e violência no ambiente esportivo.

A proposta também altera a Lei Geral do Esporte para exigir a presença de equipes femininas nas organizações que formam atletas de futebol. O texto ainda prevê a criação de um plano para o legado da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.

Apesar da aprovação na Câmara nesta quinta-feira (13), as novas regras ainda não estão valendo. O projeto precisa passar pelo Senado e, se aprovado, seguir para sanção presidencial.

Na mesma sessão, os deputados aprovaram ainda um projeto que reconhece o futebol como manifestação da cultura nacional e patrimônio cultural imaterial do povo brasileiro. A proposta também seguirá para análise dos senadores.

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