Como o pai de Messi ajudou a garantir o craque na Argentina quando a Espanha tentava convocá-lo

Como o pai de Messi ajudou a garantir o craque na Argentina quando a Espanha tentava convocá-lo

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 08/08/2026 às 11:11 / Leia em 3 minutos
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Antes de Lionel Messi se tornar o maior símbolo da seleção argentina de sua geração, seu pai teve papel importante para aproximá-lo da Albiceleste. Jorge Messi insistiu para que o talento do filho fosse observado na Argentina justamente quando a Espanha já demonstrava interesse pelo adolescente que brilhava nas categorias de base do Barcelona.

Messi havia se mudado para a Espanha aos 13 anos e, no início dos anos 2000, começava a ganhar fama na base do Barça. Enquanto jogadores como Cesc Fàbregas e Gerard Piqué eram chamados pelas seleções espanholas de base, o argentino continuava fora das convocações de seu país. A Federação Espanhola chegou a fazer movimentos para convencê-lo a defender a Espanha, mas o jogador e a família recusaram as investidas. Messi deixava claro que queria representar o país onde nasceu.

O problema era fazer a Associação do Futebol Argentino perceber o jogador que crescia longe de casa. Vídeos com lances do jovem começaram a ser enviados a integrantes das seleções de base. Diferentes personagens participaram desse processo ao longo dos anos, entre familiares e empresários, até que uma gravação chegou a integrantes da comissão técnica argentina e chamou a atenção de Claudio Vivas, Marcelo Bielsa e, posteriormente, Hugo Tocalli.

A demora da Argentina era tamanha que uma história daquele período virou símbolo da situação. Quando finalmente um funcionário da AFA telefonou para a família para falar sobre uma convocação, perguntou por “Leonardo Messi”. O pai corrigiu o nome e respondeu: “Ele não se chama Leonardo. O nome dele é Lionel, finalmente vocês ligaram”. A frase mostrava quanto tempo a família esperava por uma oportunidade.

Com a possibilidade de a Espanha avançar sobre o jogador, Hugo Tocalli levou o caso ao então presidente da AFA, Julio Grondona. A solução foi organizar às pressas um amistoso das categorias de base contra o Paraguai. A partida aconteceu em 29 de junho de 2004, no estádio do Argentinos Juniors, em Buenos Aires, apenas cinco dias depois de Messi completar 17 anos.

O jovem entrou no segundo tempo da vitória argentina por 8 a 0 e marcou um gol. Mais importante do que o placar era colocá-lo oficialmente em campo com a camisa do país que desejava defender. Aquele jogo encerrou o risco de a promessa do Barcelona seguir outro caminho internacional e abriu a trajetória que, anos depois, transformaria Messi em capitão e campeão mundial pela Argentina.

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