Árbitro da Somália é barrado nos EUA e vira impasse antes da Copa

Árbitro da Somália é barrado nos EUA e vira impasse antes da Copa

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 08/06/2026 às 15:45 / Leia em 2 minutos

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan teve a entrada nos Estados Unidos negada ao chegar a Miami para atividades da Copa do Mundo de 2026. Escalado pela Fifa para o torneio, ele viajou com visto e passaporte diplomático, mas foi enviado de volta a Istambul.

A decisão abriu um impasse a poucos dias do início da competição, que será disputada em Estados Unidos, México e Canadá. Artan foi escolhido pela Fifa como o primeiro árbitro da Somália para uma Copa do Mundo e viajaria aos Estados Unidos para a preparação dos oficiais em Miami. A negativa de entrada transformou uma convocação histórica em um problema diplomático às vésperas do torneio.

O caso ganhou peso porque a Somália está entre os países afetados por restrições de entrada adotadas pelo governo dos Estados Unidos. Ainda não há uma explicação pública definitiva das autoridades americanas sobre a negativa no aeroporto, mas a imprensa internacional trata a barreira migratória como o principal ponto de tensão.

Artan foi eleito o melhor árbitro africano pela CAF em 2025 e apitou a final da Champions League africana entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns. A Fifa havia anunciado uma equipe com 52 árbitros, 88 assistentes e 30 árbitros de vídeo para a Copa de 2026, representando seis confederações e 50 federações nacionais.

A Federação de Futebol da Somália acionou a Fifa após a negativa, enquanto Artan permanece fora dos Estados Unidos à espera de uma solução. Se o veto for mantido, a Copa pode perder um dos nomes escolhidos para ampliar a representação da arbitragem africana no maior Mundial da história.

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