O Flamengo venceu o Cusco por 3 x 0 nesta terça-feira, 26 de maio, no Maracanã, pela sexta rodada do Grupo A da Copa Libertadores, e encerrou a fase de grupos na liderança, invicto e com 16 pontos. Bruno Henrique saiu do banco para marcar duas vezes na reta final, e Lucas Paquetá fechou o placar em cobrança de pênalti, resultado que manteve o Rubro-Negro na disputa pela melhor campanha geral da competição.
Domínio rubro-negro demorou a virar placar
O jogo teve um roteiro de controle territorial do Flamengo, mas sem solução rápida no último terço. A equipe carioca empurrou o Cusco para trás, circulou a bola no campo ofensivo e encontrou volume, porém faltou precisão para transformar presença em vantagem durante boa parte da noite.
O Cusco tentou sobreviver com linhas mais baixas, ocupando a entrada da área e buscando reduzir os espaços entre defesa e meio-campo. A estratégia segurou o empate até os minutos finais, mas também deixou o time peruano com pouca capacidade de resposta quando precisava sair em transição.
Bruno Henrique muda o ritmo na reta final
A entrada de Bruno Henrique foi o ponto de virada da partida. Com mais profundidade e presença na área, o atacante atacou melhor os espaços entre zagueiros e laterais, dando ao Flamengo uma alternativa mais direta em um jogo que vinha preso na posse e na circulação lateral.
Os gols aos 80 e 84 minutos premiaram esse ajuste. O Flamengo passou a acelerar as jogadas com mais objetividade, e o Cusco perdeu a capacidade de sustentar a marcação depois de tanto tempo defendendo perto da própria área. Paquetá, de pênalti, confirmou o 3 x 0 aos 90 minutos e deu ao placar uma dimensão mais próxima do domínio rubro-negro.
Flamengo controla, mas mostra pontos a lapidar
A vitória reforça a superioridade do elenco do Flamengo no grupo, especialmente pela capacidade de decidir com peças vindas do banco. Ao mesmo tempo, o jogo expôs uma dificuldade que pode pesar no mata-mata. Quando enfrenta uma defesa fechada, o time ainda alterna bons momentos de pressão com trechos de pouca agressividade nas infiltrações.
O lado positivo foi a segurança defensiva. O Flamengo quase não permitiu que o Cusco transformasse recuperação de bola em ataques perigosos, sustentou a equipe no campo ofensivo e não se desorganizou mesmo quando o gol demorou a sair.
Cusco sai sem força ofensiva e fecha campanha abaixo
Para o Cusco, a partida confirmou os limites de uma campanha marcada por dificuldade para competir fora de casa e baixa produção ofensiva. A equipe peruana conseguiu retardar o primeiro gol, mas passou a maior parte do confronto reagindo ao ritmo rubro-negro, sem encaixar pressão alta nem contra-ataques consistentes.
Quando sofreu o primeiro gol, o plano defensivo perdeu sustentação. O Flamengo encontrou mais campo, ganhou duelos perto da área e construiu a goleada em poucos minutos, cenário que escancarou o desgaste físico e mental do visitante na reta final.
Resultado fortalece o Flamengo antes das oitavas
Com 16 pontos, o Flamengo terminou o Grupo A em primeiro lugar, à frente de Estudiantes, Independiente Medellín e Cusco. A campanha invicta aumenta a possibilidade de vantagem de mando nas fases eliminatórias, dependendo da classificação geral da Libertadores.
Mais do que o placar, a noite deixou uma mensagem competitiva clara. O Flamengo tem elenco para mudar jogos travados, mas precisará transformar domínio em gols com mais rapidez contra adversários de maior nível no mata-mata. Para o Cusco, a derrota encerra uma participação sem força para brigar pela classificação e evidencia a distância técnica para o líder da chave.