O Bahia perdeu por 2 a 1 para o Cruzeiro, de virada, neste sábado, 9 de maio de 2026, na Arena Fonte Nova, em Salvador, pela 15ª rodada do Brasileirão. Luciano Juba abriu o placar em cobrança de pênalti, mas Kauã Moraes empatou ainda no primeiro tempo e Kaique Kenji decidiu na etapa final. O resultado mantém o Tricolor com 22 pontos e aumenta a sequência negativa da equipe de Rogério Ceni, enquanto a Raposa chega aos 19 pontos e ganha fôlego na tabela.
Cruzeiro controla mais, mesmo saindo atrás
O placar inicial não traduziu bem o desenho da partida. O Bahia encontrou o gol em um lance específico, após pênalti cometido por Fabrício Bruno em Willian José, mas teve dificuldade para sustentar domínio territorial e proteger melhor a própria área. Luciano Juba cobrou com precisão e colocou os mandantes em vantagem, aos 27 minutos do primeiro tempo.
Antes e depois do gol, o Cruzeiro mostrou mais volume. A equipe de Artur Jorge teve mais posse, ocupou melhor o campo ofensivo e forçou o Bahia a defender por mais tempo do que gostaria. A Raposa acelerou pelos lados, aproximou Matheus Pereira dos atacantes e conseguiu empurrar o bloco tricolor para perto de Léo Vieira, cenário que deixou a virada com cara de consequência, não de acaso.
Empate antes do intervalo muda o peso emocional do jogo
O gol de Kauã Moraes, aos 42 minutos do primeiro tempo, foi decisivo para alterar o ambiente da partida. A jogada nasceu de boa construção pelo setor central, passou por passe de Neyser e terminou com o lateral finalizando cruzado. Para o Cruzeiro, o empate premiou a insistência ofensiva. Para o Bahia, expôs mais uma vez a dificuldade de administrar vantagem em um momento de instabilidade.
O impacto foi além do placar. O Bahia voltou para o segundo tempo sem conseguir impor uma sequência consistente de ataques, enquanto o Cruzeiro seguiu mais confortável para circular a bola e escolher o momento de acelerar. Mesmo quando o Tricolor tentou responder com Ademir, Everaldo e Cristian Olivera, faltou continuidade para transformar chegadas isoladas em pressão real.
Kenji sai do banco e decide com jogada individual
A entrada de Kaique Kenji no intervalo foi o movimento mais importante de Artur Jorge. O atacante deu profundidade, atacou o espaço pelo lado direito e ofereceu uma alternativa de condução que o Cruzeiro ainda não tinha explorado com tanta clareza. Aos 42 minutos do segundo tempo, ele recebeu aberto, cortou para dentro e bateu colocado para virar o jogo.
O gol sintetizou a diferença entre as equipes na noite: o Cruzeiro teve mais repertório para transformar posse e volume em agressividade, enquanto o Bahia alternou bons lampejos com longos períodos de baixa coordenação ofensiva. A Raposa também terminou com vantagem nos números de posse e finalizações, reforçando a leitura de que o resultado acompanhou o controle celeste em boa parte do confronto.
Bahia perde força e vê pressão aumentar
Para Rogério Ceni, a derrota pesa pelo contexto. O Bahia chegou ao quinto jogo seguido sem vencer e desperdiçou a chance de se aproximar do G4. A equipe segue em posição competitiva na tabela, mas o desempenho recente mostra perda de confiança, dificuldade para controlar os momentos da partida e problemas para reagir quando o adversário aumenta a intensidade.
O time até teve peças capazes de criar desequilíbrio, como Luciano Juba, Everton Ribeiro e Erick Pulga, mas faltou conexão coletiva. O meio-campo não conseguiu controlar o ritmo por tempo suficiente, a defesa sofreu com infiltrações e o ataque dependeu mais de jogadas pontuais do que de uma construção sustentada. Em casa, esse conjunto de problemas ficou ainda mais evidente.
Vitória que dá respiro ao Cruzeiro
Para o Cruzeiro, a vitória tem valor técnico e emocional. Depois de entrar pressionada pela posição na tabela, a equipe mineira saiu de Salvador com três pontos fora de casa e uma atuação com sinais positivos, especialmente pela resposta dos jovens. Kauã Moraes e Kaique Kenji, autores dos gols, deram protagonismo à base em uma noite na qual o time precisava de energia e eficiência.
O resultado recoloca a Raposa em um cenário menos desconfortável no Brasileirão, embora ainda exija sequência. Já o Bahia precisa transformar rapidamente a frustração em resposta, porque a derrota não foi apenas um tropeço: foi mais um capítulo de uma queda de rendimento que começa a afetar desempenho, ambiente e confiança para os próximos compromissos da temporada.