Aos 86 anos, candidata faz Enem para realizar sonho de cursar Direito e ser delegada

Aos 86 anos, candidata faz Enem para realizar sonho de cursar Direito e ser delegada

Redação Alô Alô Bahia

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Divulgação/Uneal

Publicado em 08/11/2026 às 15:00

Aos 86 anos, Sebastiana Firmino dos Santos fez valer a máxima que “sonhos não envelhecem”, neste domingo (8), quando participou do primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, com o objetivo de conquistar uma vaga no curso de Direito e, futuramente, tornar-se delegada.

Natural de São Miguel dos Campos, no interior de Alagoas, Sebastiana frequenta, desde abril, um cursinho preparatório gratuito da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), em Maceió. As informações foram divulgadas pelo g1.

A dedicação aos estudos também faz parte de sua rotina em casa. “Estudo de manhã, de noite. Às vezes perco o sono, tomo um banho e vou estudar”, contou.

Esta não é a primeira vez que Sebastiana participa do Enem. Ela já realizou o exame em 2021, 2024 e 2025. Na última edição, alcançou 550 pontos, mesmo se preparando apenas em casa.

Agora, com o apoio do cursinho, espera melhorar o desempenho para disputar uma vaga pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) em 2027.

“Meu objetivo é fazer Direito para ser delegada”, afirmou.

A determinação da candidata também chama a atenção dos professores. Segundo Janesmar Cavalcanti, coordenadora do cursinho Física Show, Sebastiana é uma aluna assídua e participativa.

“Ela presta muita atenção, anota absolutamente tudo que a gente fala e escreve no quadro. E quando ela é questionada, responde com educação e finesse. Nesses meses todos de cursinho, ela nunca faltou a nenhuma aula”, destacou.

A trajetória escolar de Sebastiana também foi marcada por dificuldades. Ela tentou concluir o curso de magistério, mas não conseguiu. Posteriormente, com uma bolsa concedida pela Secretaria de Educação, formou-se como técnica em Contabilidade no então Colégio Batista Alagoano.

Ao recordar a formatura, relembrou as limitações financeiras que enfrentava na época.

“Fui a formanda mais pobre que tinha no meio. Todo mundo arrumado, de penteado. Eu estava com uma ‘percatinha’ meia lá, meia cá, uma saia que eu mesma fiz e uma blusa ‘do segundo coco’ que cabia dois pescoços”, contou.

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