Aos 115 anos, pessoas mais velha do Brasil usa crochê para manter a concentração e evita suco de maracujá

Aos 115 anos, pessoas mais velha do Brasil usa crochê para manter a concentração e evita suco de maracujá

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Reprodução

Publicado em 07/11/2026 às 20:58

Aos 115 anos, Yolanda Beltrão de Azevedo acumula uma trajetória que atravessa mais de um século de história. Natural de Coruripe, no litoral sul de Alagoas, ela é reconhecida como a pessoa mais velha do Brasil e ocupa a quarta posição entre as pessoas vivas mais longevas do mundo, segundo o levantamento da LongeviQuest. Nascida em 13 de janeiro de 1911, a centenária vive atualmente em Maceió e celebrou o aniversário ao lado de várias gerações da família.

Primeira de 15 irmãos, Yolanda construiu uma família numerosa. Teve quatro filhos e, aos 107 anos, já contabilizava 13 netos, 30 bisnetos, 19 tataranetos e um tetraneto. Hoje, entre seus familiares estão uma filha, noras, netos, bisnetos e tataranetos. Ela também tem uma irmã viva, Maria Salete Beltrão de Castro, nascida em março de 1933 e a caçula dos 15 irmãos.

Ao falar sobre a longevidade, Yolanda já contou que sempre gostou de experimentar diferentes alimentos. Uma das poucas restrições é o suco de maracujá, que evita por provocar desconforto no estômago. Entre seus hábitos estão a leitura, a oração do terço e a convivência com os familiares. O crochê também fez parte de sua rotina por muitos anos, exigindo concentração e atenção.

“Quando faço crochê, não penso em mais nada, então nunca erro um ponto”, contou aos 107 anos, ao falar sobre a atividade que estava entre seus passatempos favoritos.

A história da alagoana também está ligada à trajetória política de sua cidade natal. Em 18 de julho de 1928, aos 17 anos, ela se casou com Francisco de Araújo Azevedo, que mais tarde foi prefeito de Coruripe, entre 1947 e 1950. Da união nasceram Maria Isa Beltrão de Azevedo Cavalcanti, José Beltrão de Azevedo, João Beltrão de Azevedo e Irmã Yolanda Maria Beltrão de Azevedo.

Três dos filhos morreram: José, em 2005; Maria Isa, em 2016; e João, em julho de 2025. A filha Irmã Yolanda permanece viva. A trajetória familiar, marcada por diferentes gerações, acompanha boa parte da história de vida da centenária.

A idade de Yolanda foi verificada pelos pesquisadores Iara Souza e Gabriel Ainsworth e validada pela LongeviQuest em 27 de março de 2024. Com a confirmação, ela se tornou a primeira supercentenária documentada de Alagoas, classificação utilizada para pessoas que atingem os 110 anos.

Em abril de 2025, recebeu uma placa comemorativa da organização por ocupar a terceira posição entre as pessoas mais velhas do Brasil. Em setembro daquele ano, passou a ser reconhecida como a pessoa mais velha do país e da América do Sul, após a morte de Izabel Rosa Pereira, aos 114 anos.

O reconhecimento continuou nos meses seguintes. Em 27 de dezembro de 2025, Yolanda recebeu o Troféu LongeviQuest, concedido em homenagem à sua longevidade. Já em janeiro de 2026, foi homenageada por João Marinho Neto, brasileiro que ocupava, naquele período, o título de homem mais velho do mundo.

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