‘Meu objetivo para os próximos anos é estar vivo’, diz Tony Bellotto sobre o câncer

‘Meu objetivo para os próximos anos é estar vivo’, diz Tony Bellotto sobre o câncer

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Chico Cerchiaro / Divulgação

Publicado em 05/11/2026 às 14:04

Tony Bellotto, guitarrista dos Titãs, falou sobre a experiência de enfrentar um câncer de pâncreas, diagnosticado em 2025. Aos 66 anos, o músico passou por uma cirurgia e sessões de quimioterapia. Atualmente, afirma estar bem, retomou suas atividades e voltou a se apresentar com a banda.

Em entrevista ao jornal O Globo, Bellotto explicou que, embora não esteja fazendo quimioterapia neste momento, continua acompanhando e tratando a doença. “Meu tratamento está ótimo. Não estou mais fazendo quimioterapia no momento, mas continuo em tratamento, controlando a doença e levando uma vida normal. Tenho conseguido retomar a rotina normalmente, tocando, escrevendo, malhando, fazendo todas as coisas que eu fazia. E testemunhando esse avanço da medicina no tratamento dos vários tipos de câncer, principalmente no de pâncreas, que conseguimos muitas melhorias ultimamente”, declarou.

O músico também contou que apresentou neuropatia após a cirurgia, com formigamento na mão direita. Segundo ele, o problema já foi superado e não deixou sequelas.

Ao falar sobre os planos para os próximos anos, Tony destacou que sua principal expectativa é continuar vivo e aproveitar a rotina. “Nos próximos anos, primeiro eu gostaria de continuar vivo. Isso vai ser o suficiente. Vou saber aproveitar a vida como eu estou sabendo agora. Fazendo minhas coisas, fazendo música, escrevendo, me divertindo. E é isso. Ficar vivo, esse é o meu objetivo”, afirmou.

A experiência com a doença também levará o guitarrista ao XXVII Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, iniciado nesta quinta-feira (5), no Rio de Janeiro. Convidado para compartilhar seu relato, Bellotto participará do evento ao lado de sua oncologista, Fernanda Capareli.

O câncer de pâncreas está entre os tipos de tumor considerados mais difíceis de combater. Dados do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos apontam que a taxa de sobrevida em cinco anos após o diagnóstico é de 13%.

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