Faculdade de Medicina Zarns Salvador participa de pesquisa sobre doenças em comunidades indígenas da Bahia

Faculdade de Medicina Zarns Salvador participa de pesquisa sobre doenças em comunidades indígenas da Bahia

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 28/10/2026 às 11:51

Uma pesquisa epidemiológica realizada em comunidades indígenas do extremo sul da Bahia atendeu mais de 490 pessoas nos municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália. A iniciativa, realizada entre os dias 6 e 14 de outubro, contou com a participação de professores e estudantes da Faculdade de Medicina Zarns Salvador e teve como objetivo investigar doenças, ampliar o acesso ao diagnóstico e reunir informações para orientar ações de saúde.

O trabalho foi coordenado pelo Instituto de Pesquisa em Populações Prioritárias (IRPP), em parceria com a Zarns Salvador, o Instituto MONSTER de Ensino e instituições vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante a ação, foram realizados exames para investigação de tuberculose, testes para HIV, sífilis e hepatites B e C, além de aferição de pressão arterial, medição de glicemia, avaliação nutricional e investigação de doenças crônicas. Os participantes que apresentaram necessidade de acompanhamento foram encaminhados aos serviços de saúde.

Faculdade de Medicina Zarns Salvador participa de pesquisa sobre doenças em comunidades indígenas da Bahia

O diferencial da pesquisa foi o uso de radiografia portátil de tórax com apoio de inteligência artificial, além de testes moleculares para auxiliar na identificação de casos de tuberculose que poderiam passar despercebidos.

Segundo a médica Beatriz Barreto Duarte, doutora em Doenças Infecciosas, presidente do IRPP e professora da Zarns Salvador, a falta de dados sobre a saúde dessas populações dificulta a elaboração de políticas públicas.

“Sem conhecer a verdadeira carga de doenças, não conseguimos dimensionar os problemas, estabelecer prioridades nem planejar políticas públicas adequadas”, explica.

A pesquisadora também destaca a importância de ampliar o diagnóstico em regiões onde o acesso aos serviços de saúde pode ser limitado. “A ausência de casos notificados não significa ausência da doença”, ressalta.

Faculdade de Medicina Zarns Salvador participa de pesquisa sobre doenças em comunidades indígenas da Bahia

Participação de estudantes

A atividade contou com a participação de 12 estudantes da Faculdade de Medicina Zarns Salvador, além dos professores Pedro Paulo Carneiro e Juliana Bulhões, que integraram a coordenação do trabalho.

Para a estudante Sarah Maiche, a experiência representou uma oportunidade de aproximar a formação acadêmica das necessidades da população.

“Prestar assistência médica e social a uma parcela vulnerável da sociedade é o verdadeiro exercício pleno da atividade médica”, afirmou.

Antes do início das atividades, os pesquisadores se reuniram com lideranças indígenas para apresentar a proposta e estabelecer um diálogo com as comunidades.

A ação também envolveu a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), as secretarias municipais de Saúde e o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

Os dados coletados deverão contribuir para ampliar o conhecimento sobre as condições de saúde das comunidades participantes e orientar futuras estratégias de prevenção e diagnóstico.

Saiba mais sobre o curso de Medicina da Zarns no site oficial da instituição https://zarns.com.br/.

 

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