Sem conseguir estrear pelo time profissional do Santos, o meia-atacante Matheus Oliveira encontrou na Coreia do Sul o maior sucesso da carreira. Aos 29 anos, o brasileiro é ídolo do FC Anyang, clube pelo qual se tornou o maior artilheiro da história. Em entrevista ao ge, publicada nesta sexta-feira (23), ele contou como conquistou a torcida sul-coreana.
A popularidade do jogador é tão grande que sua esposa costuma compará-lo a Neymar. “Minha esposa brinca que, em Anyang, eu sou mais famoso do que o Neymar em Santos”, revelou. Conhecido pelos torcedores como “Matequim”, Matheus contou que é frequentemente abordado nas ruas, em shoppings e até quando vai buscar o filho na escola.
O brasileiro chegou ao Anyang em 2024 e foi decisivo na conquista do título da segunda divisão sul-coreana, que garantiu o acesso à elite. Naquela temporada, liderou o campeonato em assistências, com 11 passes para gol, e foi eleito o melhor jogador da competição. Em 2026, manteve o bom desempenho e alcançou a marca de 100 partidas e 29 gols pelo clube, além de se tornar seu maior goleador histórico.
A trajetória contrasta com a passagem pelo Santos, onde Matheus chegou em 2013 para integrar as categorias de base. Promovido ao elenco principal por Dorival Júnior em 2017, o meia não chegou a disputar uma partida oficial. Ao recordar aquele período, reconheceu que poderia ter buscado espaço com mais confiança. “Eu trabalhava, mas hoje vejo que podia ter acreditado mais que também tinha condição de jogar”, afirmou.
Depois de deixar o clube paulista, Matheus passou por equipes como Guarani, Ponte Preta, Atlético-GO, Remo e Mirassol, até receber a oportunidade de atuar no futebol asiático. A adaptação ao novo país foi marcada pelas baixas temperaturas e pela distância da família, que permaneceu inicialmente no Brasil. A chegada da esposa e dos filhos, segundo o atleta, foi fundamental para sua evolução dentro de campo.
Na atual temporada, o meia soma 12 gols no Campeonato Sul-Coreano e aparece entre os principais artilheiros da competição. Apesar de já ter recebido sondagens de clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, ele não pretende retornar imediatamente. A segurança, a qualidade de vida e a estabilidade familiar pesam na decisão de permanecer na Coreia do Sul, onde construiu uma trajetória que não conseguiu alcançar no futebol brasileiro.