O Brasil deve voltar ao grupo das oito maiores economias do mundo em 2027, superando a Itália e a Rússia, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). A estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro alcance US$ 2,796 trilhões naquele ano, acima dos US$ 2,772 trilhões previstos para a Itália e dos US$ 2,675 trilhões projetados para a Rússia.
Em 2026, o país ainda deve ocupar a décima posição no ranking, com PIB estimado em US$ 2,655 trilhões. A Rússia aparece em oitavo lugar, com US$ 2,861 trilhões, enquanto a Itália ocupa a nona posição, com US$ 2,702 trilhões. A mudança prevista para o ano seguinte ocorre porque o valor estimado da economia brasileira deve ultrapassar o das duas nações.
O ranking considera o PIB nominal, calculado a partir do valor total dos bens e serviços produzidos por um país, expresso em dólares e sem descontar os efeitos da inflação. Por isso, a posição de uma economia nessa classificação não significa, necessariamente, que sua população tenha ficado mais rica ou que o país tenha registrado um crescimento maior da produção.
Segundo as projeções do FMI, o Brasil deve permanecer na oitava colocação nos anos seguintes, chegando a um PIB de US$ 3,398 trilhões em 2031. Antes disso, a economia brasileira deve ultrapassar pela primeira vez a marca de US$ 3 trilhões em 2029, quando o indicador está estimado em US$ 3,056 trilhões.
O valor projetado para 2026, de US$ 2,655 trilhões, também supera o maior resultado anterior da série apresentada, registrado em 2011, quando o PIB brasileiro chegou a US$ 2,614 trilhões.
Apesar do avanço esperado no ranking internacional, o FMI prevê uma desaceleração do crescimento real da economia brasileira. A taxa, que mede a expansão da produção descontando a inflação, deve cair de 2,3% em 2025 para 2,2% em 2026 e 1,9% em 2027.
A inflação também deve apresentar recuo gradual, passando de 5% em 2025 para 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027. Já a taxa de desemprego projetada deve seguir o caminho oposto, subindo de 6% para 6,2% e 6,8% no mesmo período.
Outro indicador que deve melhorar é o déficit em transações correntes, que reúne as operações de bens, serviços, rendas e transferências entre o Brasil e o exterior. O resultado negativo, estimado em 2,9% do PIB em 2025, deve diminuir para 2,4% em 2026 e 2% em 2027.