Rodrigo Faro abriu o coração ao relembrar um dos períodos mais delicados de sua infância. Em entrevista à Quem, o apresentador, de 53 anos, contou como a separação dos pais e a dependência de álcool do pai, que posteriormente morreu em decorrência do problema, fizeram com que ele assumisse responsabilidades ainda muito jovem.
Faro conta que teve uma relação próxima com o pai durante os primeiros anos de vida, mas viu essa figura paterna mudar depois dos nove anos. Com a separação dos pais, passou a viver com a mãe, o irmão e a avó e precisou amadurecer antes do tempo.
“A dificuldade que veio com a separação dos meus pais e com o alcoolismo que acabou levando o meu pai fizeram com que eu adquirisse responsabilidade muito cedo. Quando eu vivi aquilo, não era fácil. Mas isso me deu uma capacidade de autodefesa e fez com que eu quisesse cuidar muito das pessoas que estão do meu lado”, afirmou.
Segundo o apresentador, a ausência do pai teve impacto direto em sua formação, mas também fez com que ele desenvolvesse uma relação ainda mais próxima com as mulheres da família. Criado pela mãe e pela avó, Faro acredita que os valores aprendidos nesse convívio ajudaram a moldar a maneira como passou a enxergar os relacionamentos e a própria família.
“Tive um pai maravilhoso até os 9 anos e depois essa figura paterna infelizmente desapareceu. Isso poderia até ter causado algum trauma, mas a minha mãe me ensinou a levar para o outro lado”, contou.
“A partir da ausência do meu pai, eu comecei a ter a minha personalidade moldada por mulheres, pela minha mãe e avó. E isso foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida”, acrescentou.
A experiência familiar fez com que o apresentador tomasse uma decisão. Casado com Vera Viel há 23 anos e pai de três mulheres – Clara, de 21 anos, Maria, de 18, e Helena, de 13, ele optou por não consumir bebidas alcoólicas.
“Eu não coloco uma gota de álcool na minha boca. Isso não é um trauma, é uma decisão. Quero ser o melhor pai para minhas filhas. Isso é minha obrigação. Quero proporcionar o melhor para minha esposa. Se ela está feliz, a gente está feliz”, declarou.
Rodrigo acredita que as dificuldades enfrentadas na infância também contribuíram para desenvolver nele um forte senso de proteção e cuidado com as pessoas que ama.
“Talvez por isso eu tenha hoje essa tranquilidade, essa paz e essa vontade de cuidar das pessoas, de querer ser o que infelizmente eu não tive”, afirmou.