Apesar de ter construído uma carreira marcada por sucessos no axé music, o cantor Netinho, que morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, também protagonizou polêmicas nos últimos anos. Entre elas, declarações críticas à comunidade LGBTQIAP+ e ao Carnaval de Salvador.
Mais de dez anos após revelar publicamente que era bissexual, o artista passou a adotar um discurso conservador e a fazer críticas a setores progressistas. Em uma transmissão ao vivo com o então deputado federal Eduardo Bolsonaro, Netinho afirmou que havia decidido viver em celibato.
“Em 2016, por ter a cabeça modificada e entendido essa situação toda, decidi me abster de sexo, não faço mais”, afirmou.
Na mesma conversa, o cantor criticou integrantes da comunidade LGBTQIAP+ por se posicionarem contra o então presidente Jair Bolsonaro. “Se esse pessoal LGBT não vivesse de acordo com o fiofó, porque eles vivem assim, pensando no fiofó, estariam hoje comandando o Brasil junto com o Jair (Bolsonaro), apoiando o Jair, ia ser maravilhoso”, disse o cantor.
Netinho também fez críticas ao perfil do Carnaval de Salvador e à maior visibilidade da diversidade sexual durante a festa. Na ocasião, comparou a folia a “Sodoma e Gomorra”.
“O carnaval de Salvador é Sodoma e Gomorra. As famílias que tem filhos adolescentes não querem mais levar para a Bahia, porque vai ver homem se beijando com homem, abaixando o short na rua”, disparou.
e foi foi https://t.co/WZR6OsgFVE
— bbta soldado do lula 1️⃣3️⃣ (@nofuckngclue) October 13, 2026