Após largar na frente no primeiro turno, com 47,03% dos votos, Flávio Bolsonaro (PL) começou a ampliar sua frente de alianças para a segunda etapa da eleição presidencial. O senador recebeu o apoio formal de Ronaldo Caiado (PSD), derrotado no primeiro turno com 2,18%, e avançou na costura com partidos do Centrão. A federação formada por União Brasil e PP também declarou apoio à sua candidatura, enquanto Republicanos e Podemos devem anunciar uma posição nesta quarta-feira (7).
Durante ato em Goiânia, ao lado de Caiado e dos governadores reeleitos Daniel Vilela (MDB), de Goiás, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Flávio afirmou que espera contar com maioria no Senado e na Câmara a partir de 2027. Segundo ele, essa base permitiria promover mudanças na Constituição.
“O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara. Para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar esse país. Para as instituições voltarem a respeitar a Constituição”, disse Flávio.
O PL terá, a partir de 2027, as maiores bancadas das duas Casas. Serão 121 deputados, contra 99 atualmente, e 28 senadores, quase o dobro dos 15 que a legenda possui hoje.
Flávio, porém, não detalhou quais mudanças pretende promover no texto constitucional. Na sequência, citou propostas relacionadas à segurança pública, como a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Uma PEC sobre o tema foi aprovada em junho pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e ainda aguarda votação no plenário.
Outro tema mencionado pelo candidato foi o fim da reeleição para cargos do Executivo. Flávio também negou que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, tenha intenção de disputar novamente o Palácio do Planalto em 2030.
Flávio também defende mudanças no funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as propostas apresentadas durante a campanha estão restrições às decisões monocráticas de ministros, alterações nas competências da Corte e mudanças nas regras para indicação de integrantes do tribunal, incluindo uma quarentena para ministros de Estado antes de uma eventual nomeação ao STF.