Entre os 18 chefs que participam da sexta edição do MasterChef Profissionais está Ieda de Matos, profissional natural da Chapada Diamantina que construiu sua trajetória em São Paulo sem deixar de lado as raízes e os sabores da Bahia. A temporada estreia nesta terça-feira (6), às 22h30, na Band, após um intervalo de cerca de três anos. O elenco reúne, pela primeira vez, nove veteranos da franquia e nove estreantes, entre eles Ieda. O vencedor levará um prêmio de R$ 300 mil.
Na competição, Ieda chega com uma cozinha marcada pela memória afetiva e pela valorização da gastronomia da Chapada Diamantina. A chef comanda o Casa de Ieda, em São Paulo, restaurante em Pinheiros dedicado aos sabores de sua terra natal, e no reality gastronômico, enfrentará os veteranos Fernanda Oliveira, Helena Furtado, Hugo Merchan, Irina Cordeiro, Léo Salles, Léo Santos, Lubyanka Baltar, Marcelo Zaidan e Willian Peters, além dos igualmente estreantes Daniela Rosa, Gabriela Carregosa, Mariana Marzola, Miguel Fernandez, João Vieira, Kenzo Shintome, Vinicius Cavalcante e Pascal Valero.
Criada em uma família de 13 irmãos na zona rural da Chapada, Ieda cresceu observando a mãe e as tias prepararem alimentos com aquilo que vinha do próprio quintal e da natureza. Essa experiência se transformou em uma das principais referências de seu trabalho.
A trajetória até a gastronomia profissional também foi marcada por desafios. Ieda chegou a trabalhar com a venda de salgados e, em 2013, abriu o food truck Bocapiu, dedicado à culinária nordestina. Mais tarde, decidiu investir na formação acadêmica e conquistou o diploma de Gastronomia já adulta, aos 42 anos, e também acumulou experiências internacionais, com estágios na Bélgica e em Londres.
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Em 2017, ao lado da família, abriu a Casa de Ieda em São Paulo. O restaurante nasceu com a proposta de apresentar aos paulistanos uma cozinha inspirada nas memórias da Chapada, combinando ingredientes e preparos tradicionais com técnicas adquiridas ao longo de sua trajetória. No cardápio, aparecem referências como arroz de garimpeiro, pirão de inhame, galinha de parida, godó e preparos com mandioca, além do aluá, bebida fermentada de origem indígena. A chef também trabalha com receitas ligadas às matrizes indígenas e africanas da alimentação brasileira.
A identidade baiana de Ieda, que nasceu mais precisamente na cidade de Utinga, já a levou a representar a gastronomia do estado em diferentes ocasiões. Em 2025, por exemplo, ela esteve no Palácio Itamaraty, em Brasília, ao lado da chef baiana Ana Célia, do Zanzibar, para um jantar oferecido aos presidentes do Brasil e de Portugal. Na ocasião, as duas apresentaram um menu inspirado nas cozinhas baiana e sertaneja e em ingredientes de diferentes biomas brasileiros.
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