Ministro Alexandre de Moraes vota em São Paulo após defender mudanças no sistema eleitoral

Ministro Alexandre de Moraes vota em São Paulo após defender mudanças no sistema eleitoral

Redação Alô Alô Bahia

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Luana Veiga

Metrópoles | G1

Publicado em 04/10/2026 às 16:39

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes votou neste domingo (4), no primeiro turno das Eleições 2026, no Colégio Madre Alix, no Jardim Paulistano, na Zona Oeste de São Paulo. Moraes chegou ao local por volta das 15h30 e registrou o voto acompanhado por sua equipe de segurança.

A votação ocorre em meio a uma eleição que mobiliza 158,7 milhões de eleitores em todo o país. Neste primeiro turno, os brasileiros escolhem representantes para seis cargos: deputado federal, deputado estadual ou distrital, duas vagas para o Senado, governador e presidente da República.

A ordem de votação na urna eletrônica começa pelo deputado federal, seguido pelo deputado estadual ou distrital. Depois, o eleitor escolhe dois candidatos ao Senado, além de governador e presidente. As duas vagas em disputa para o Senado são uma particularidade das eleições deste ano.

Críticas de Moraes ao sistema eleitoral

Em agosto, Moraes defendeu uma ampla reformulação do sistema político brasileiro e afirmou que, na avaliação dele, o atual modelo eleitoral “faliu”. A declaração foi feita durante uma palestra no Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP).

O ministro defendeu mudanças nos três Poderes e destacou a necessidade de fortalecer as instituições como forma de preservar a democracia. Ao abordar o período desde a promulgação da Constituição de 1988, citou episódios de instabilidade política, como os processos de impeachment de dois presidentes e os ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.

Apesar desses episódios, Moraes afirmou que o país mantém suas instituições democráticas. “O Brasil continua hoje uma democracia forte, com eleições marcadas”, disse.

Moraes defende sistema distrital misto

Parte da crítica do ministro foi direcionada ao modelo proporcional utilizado nas eleições para deputados e vereadores. Segundo Moraes, o sistema pode favorecer a eleição de parlamentares com pouca identificação partidária e dificultar o funcionamento do Congresso Nacional.

“Esse modelo eleitoral faliu, porque produz candidatos e eleitos que não têm vinculação nenhuma a partidos”, afirmou.

Moraes também criticou a atuação de parlamentares que, segundo sua avaliação, priorizam a exposição nas redes sociais em vez da discussão de projetos e da atividade legislativa.

Como alternativa, o ministro defendeu a adoção gradual do sistema distrital misto, modelo que combina representantes eleitos por distritos com nomes escolhidos pelo sistema proporcional.

“Eu defendo há muito tempo, desde o tempo de promotor, que o Brasil saia do proporcional puro e vá para o distrital misto. Podemos começar com 30% distrital. Daí, na outra, 40%, 60%”, declarou.

Na avaliação de Moraes, a mudança poderia contribuir para fortalecer os partidos e melhorar a governabilidade. “A Constituição brasileira e a separação de poderes foram fincadas numa democracia de partidos. Se nós não tivermos partidos fortes, vamos ter sempre esse problema de governabilidade”, afirmou.

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