A internação de Netinho em Salvador após o retorno de um linfoma não Hodgkin trouxe atenção para um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, parte das defesas do organismo. Diagnosticado em 2025, o cantor passou por um período de remissão e anunciou a volta da doença em maio deste ano. Nesta quinta-feira (1), anunciou o retorno ao hospital pela reincidência da doença.
O linfoma não Hodgkin se origina nos linfócitos, células que ajudam a combater infecções, e reúne diferentes subtipos. Alguns apresentam crescimento lento, enquanto outros evoluem rapidamente e exigem tratamento mais imediato. Essa diversidade faz com que a identificação do tipo de tumor seja essencial para definir a conduta médica.
Entre os sinais estão caroços geralmente indolores no pescoço, nas axilas ou na virilha, além de febre, suor noturno excessivo, cansaço e perda de peso sem explicação. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esses sintomas costumam ter outras causas, mas precisam ser investigados quando persistem. O diagnóstico envolve biópsia do tecido afetado e exames para avaliar a extensão da doença.
O tratamento depende do subtipo, do estágio do câncer e das condições de saúde do paciente. As opções incluem quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e terapias direcionadas a características das células tumorais. Em situações específicas, como alguns casos de recidiva, também pode ser indicado o transplante de células-tronco.
A recidiva é o reaparecimento do câncer após um período de remissão, quando os sinais da doença diminuem ou deixam de ser detectados. Esse retorno exige uma nova avaliação para orientar o tratamento. Por isso, mesmo após uma boa resposta às terapias, o acompanhamento médico continua sendo fundamental para identificar alterações e possíveis recaídas.