Lito Sousa passou por tratamento experimental inédito no Brasil contra doença rara

Lito Sousa passou por tratamento experimental inédito no Brasil contra doença rara

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 01/10/2026 às 19:18

Lito Sousa, conhecido pelo canal Aviões e Músicas, morreu nesta quinta-feira (1º), aos 59 anos, poucas semanas depois de receber o diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa rara e de rápida evolução.

A confirmação da doença foi comunicada pela família no fim de agosto, após Lito passar por uma série de exames neurológicos. Antes do diagnóstico, o influenciador apresentou sintomas que avançaram rapidamente, entre eles dormência e perda de movimentos em um dos braços, além de alterações na visão e na coordenação motora.

Tratamento inédito no Brasil

Diante da evolução do quadro, Lito recebeu autorização para utilizar de forma excepcional o ALN-6457, uma substância experimental que ainda não havia passado por estudos clínicos em seres humanos para o tratamento da DCJ.

O medicamento chegou ao Brasil no mês de setembro, na madrugada do sábado (12), pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, e foi levado de helicóptero até o Einstein Hospital Israelita, onde Lito estava internado. A carga teve a liberação acelerada por parte da Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), devido à necessidade de transportar o composto com rapidez.

Lito foi o primeiro paciente a receber a substância. A importação em caráter excepcional havia sido autorizada pela Anvisa na semana anterior, permitindo que o medicamento fosse trazido ao país especificamente para o tratamento do influenciador. A operação envolveu Receita Federal, Anvisa, Ministério da Saúde e empresas responsáveis pela logística, em uma ação conjunta para agilizar a chegada do produto ao hospital.

A aplicação do ALN-6457 ocorreu durante o fim de semana seguinte. Segundo informações divulgadas posteriormente pela esposa de Lito, Mila Seidl, ele já estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em razão de complicações relacionadas ao quadro de saúde antes de receber a substância.

Em um vídeo publicado na noite de segunda-feira (14), Mila afirmou que Lito não apresentou reação à aplicação. Como o composto ainda não havia sido testado clinicamente em humanos, a possibilidade de reações ao produto era uma das preocupações da equipe médica.

Na ocasião, Lito continuava internado na UTI e não havia previsão de alta. A expectativa da família era de que novos exames, realizados aproximadamente seis semanas após a aplicação, pudessem indicar se o tratamento havia provocado alguma alteração no quadro clínico.

“Por enquanto, não tenho nenhuma notícia com mudanças para trazer para vocês. É algo com que a gente precisa ter muita paciência, porque a velocidade da doença é um ritmo muito grande, e a velocidade do remédio é outro ritmo completamente diferente”, afirmou Mila na quarta-feira (23).

A morte de Lito ocorreu poucas semanas após a aplicação da substância experimental. O tratamento representou uma tentativa excepcional diante da rápida evolução da doença, mas não houve tempo para que os exames previstos pudessem avaliar os possíveis efeitos do ALN-6457 sobre o quadro do influenciador.

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