Montar um altar em casa não exige um conjunto específico de objetos ou uma estrutura obrigatória. Segundo a taróloga Isabel Fogaça, o espaço pode ser organizado de acordo com as crenças e preferências de cada pessoa.
“Não existe um jeito certo. Cada pessoa monta o altar dela conforme aquilo que sente e aquilo que acredita”, explica.
A composição também pode variar conforme a tradição religiosa. Uma pessoa católica, por exemplo, pode incluir uma imagem de santo ou um terço, enquanto praticantes de outras religiões podem escolher símbolos relacionados às próprias crenças.
“O altar reflete a fé de quem está montando. Não tem como impor um modelo único para todo mundo”, afirma Isabel.
Apesar da liberdade na escolha, a taróloga aponta quatro elementos frequentemente utilizados na composição dos altares e explica o significado atribuído a cada um:
- Terra: pode ser representada por um cristal ou uma pedra e está associada à estabilidade e à conexão com o que é concreto.
- Água: um copo com água limpa pode representar purificação e renovação.
- Fogo: representado pela vela, está associado à luz e pode acompanhar momentos de oração ou reflexão.
- Ar: pode ser representado pelo incenso, utilizado em diferentes práticas para marcar momentos de limpeza do ambiente.
Segundo Isabel, não é necessário reunir todos os elementos. “Não precisa ter os quatro elementos ao mesmo tempo, nem precisa ser algo caro ou elaborado. O que ativa um altar é a intenção de quem está ali, não a quantidade de itens”, afirma.
No caso de velas e incensos, a recomendação é manter o altar distante de cortinas, papéis e outros materiais inflamáveis e nunca deixar o fogo aceso sem supervisão.
Para a taróloga, a simplicidade não diminui o significado do espaço. “Se eu só acendo uma vela, é só uma vela acesa. O que importa é o motivo pelo qual ela está acesa”, conclui.