A chegada do primeiro filho de Marinalva Freitas e José Luiz aconteceu de forma inesperada. Em março de 2024, apenas duas horas depois de receberem a confirmação de que estavam oficialmente no sistema de adoção, o casal recebeu uma ligação da Justiça de Campo Grande (MS): havia um bebê de seis meses aguardando uma família. A notícia surpreendeu os dois, que ocupavam a 13ª posição na fila de Três Lagoas e a 250ª colocação no estado.
A convocação aconteceu em pouco tempo porque Marinalva e José Luiz haviam indicado disponibilidade para acolher crianças com suspeita de condições de saúde tratáveis. Na ocasião, o menino passava por exames para investigar uma possível dificuldade auditiva. Meses depois, os resultados confirmaram que ele não tinha o problema. Ao conhecerem a fotografia da criança no fórum, os dois se encantaram. Poucos dias depois, José Neto já estava em casa com os novos pais.
A ligação foi rápida, mas a preparação para a adoção havia começado anos antes. Juntos há mais de uma década, Marinalva e José Luiz tentaram ter um filho biológico durante sete anos, sem sucesso. Em 2022, decidiram seguir pelo caminho da adoção e passaram por reuniões de apoio, cursos, visitas e conversas com psicólogos. “Falei para a minha amiga: ‘pode ir na frente que vou atender essa ligação. É sobre os meus filhos’. Eu nem sabia de quem era aquele número”, recordou Marinalva sobre o momento em que recebeu a notícia.
A experiência com José Neto levou o casal a desejar ampliar a família novamente. Em meados de 2025, eles retornaram ao processo de adoção, dessa vez com a intenção de receber uma menina. Menos de dois meses depois, em junho daquele ano, surgiu a possibilidade de acolher Glória. Como outras famílias habilitadas na fila buscavam apenas meninos, a recém-nascida foi apresentada ao casal. A bebê havia sido entregue legalmente para adoção e chegou aos braços de Marinalva e José Luiz com apenas 11 dias de vida.
Com informações do g1.