A construção civil foi responsável por quase um quarto dos empregos formais gerados na Bahia entre janeiro e julho de 2026. Dos 56.291 novos postos de trabalho criados no estado no período, 13.436 foram abertos pelo setor, o equivalente a aproximadamente 24% do total. Os dados são do Caged e integram pesquisa contratada pela Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA) e realizada pela Brain Inteligência Estratégica.
O levantamento também aponta crescimento da atividade imobiliária em Salvador e na Região Metropolitana (RM). Em julho, a capital registrou alta de 68% nos lançamentos em relação ao mesmo mês de 2025, enquanto a RM avançou 59%. Ao todo, foram lançadas 642 novas unidades verticais no período.
Os imóveis compactos ganharam ainda mais espaço na oferta. Eles representavam 66% dos lançamentos em julho de 2025 e passaram a responder por 82% neste ano. Jardim Armação, Ondina e Patamares estiveram entre os bairros com maior concentração de novos projetos.
As vendas também avançaram. Em julho, foram comercializadas 659 unidades em Salvador, que movimentaram R$ 396 milhões, e outras 60 unidades na Região Metropolitana, com R$ 44 milhões em negócios.
Na comparação anual, o valor movimentado pelas vendas cresceu 29% na capital e 45% na RM. Considerando os 12 meses encerrados em julho, Salvador acumulou 7.109 unidades vendidas, enquanto a Região Metropolitana chegou a 1.202.
Entre as áreas que aparecem com maior volume de vendas estão Jardim Armação, Ondina, Piatã, Itapuã, Rio Vermelho, Horto Florestal, Pituaçu e Praia do Flamengo.
A pesquisa também mostra uma redução expressiva na oferta disponível. Salvador encerrou julho com 3.884 unidades em estoque, uma queda de 25% em relação ao período comparável de 2025. Na Região Metropolitana, a oferta final ficou em 465 unidades, redução de 53%.
Apesar do desempenho de julho, o cenário acumulado dos últimos 12 meses ainda apresenta sinais de cautela. O Valor Geral Lançado (VGL) caiu 40% em Salvador e 52% na Região Metropolitana na comparação com os 12 meses anteriores.
Segundo os dados da pesquisa, o desempenho recente convive com um ambiente de crédito mais caro e custos elevados da construção, fatores que podem influenciar o ritmo de novos projetos nos próximos meses. Ainda assim, o avanço das vendas, a redução dos estoques e a geração de empregos mantêm a construção civil e o mercado imobiliário entre os setores de destaque da economia baiana em 2026.