Homem com ELA volta a falar após implante cerebral experimental da Neuralink

Homem com ELA volta a falar após implante cerebral experimental da Neuralink

Redação Alô Alô Bahia

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Divulgação/Neuralink

Publicado em 27/09/2026 às 12:36

Um homem diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA) voltou a se comunicar por meio da fala após receber um implante cerebral experimental da Neuralink. Terence “Terry” Mandable, terceiro participante do estudo de voz da empresa, conseguiu transformar sinais associados à intenção de falar em palavras e voz sintetizada, chegando a dizer “eu te amo” à mulher, Lori. O caso foi divulgado pela Neuralink nesta semana.

Mandable recebeu o diagnóstico de ELA em 2024 e, com a progressão da doença, perdeu gradualmente a capacidade de falar. Embora ainda consiga movimentar a boca e o corpo, sua fala ficou comprometida a ponto de dificultar a comunicação com familiares, amigos e colegas. Antes do diagnóstico, ele havia sido promovido a sócio da empresa onde trabalhava, mas precisou se afastar profissionalmente com o avanço dos sintomas.

O implante foi colocado na região motora da fala do cérebro. Segundo a Neuralink, o dispositivo possui cerca de 3 mil canais que registram a atividade neural enquanto o participante tenta falar. Algoritmos são então treinados para identificar os padrões relacionados à intenção de produzir determinadas palavras e convertê-los em texto e áudio.

O treinamento ocorreu inicialmente com Mandable tentando articular as palavras e, posteriormente, apenas imaginando o que queria dizer. Em uma das demonstrações, ele pensou na frase “eu te amo” e o sistema converteu a atividade cerebral em fala, reproduzida por um computador para Lori. A tecnologia também conseguiu produzir frases como “Olá, como você está hoje?” usando uma versão sintetizada da voz do próprio paciente.

“Perder minha voz me afetou de muitas maneiras. Espero que isso me permita participar da conversa novamente”, afirmou Mandable. Para Lori, que descreve o marido como uma pessoa extrovertida e que gosta de conversar, acompanhar a perda da capacidade de comunicação foi especialmente difícil.

Apesar do resultado, o dispositivo ainda está em fase experimental. A própria Neuralink informa que seus dispositivos são investigacionais e não foram aprovados pela FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, para uso geral. A empresa também ressalta que a experiência de um participante não necessariamente representa os resultados que poderão ser obtidos por outros pacientes.

 

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